A CPI do Pantanal, que investiga as enchentes crônicas no Jardim Pantanal, na Zona Leste, ouviu nesta quinta-feira (12) representantes da Sabesp para esclarecer falhas no esgotamento sanitário da região. Durante a oitiva, os gerentes da companhia, Elis Regina Jesus e Alexandre Domingues Marques, explicaram que a rede de esgoto não é dimensionada para receber águas pluviais. Segundo a empresa, o refluxo de dejetos nas residências ocorre porque a água da chuva sobrecarrega o sistema em áreas onde a drenagem urbana municipal é inexistente ou insuficiente.
Os vereadores questionaram a Sabesp sobre o estado de conservação das estações elevatórias, apontando que visitas técnicas do colegiado identificaram unidades que aparentam abandono. O presidente da CPI, vereador Alessandro Guedes (PT), manifestou insatisfação com a falta de respostas imediatas para cerca de 70% dos questionamentos feitos em plenário. A companhia terá um prazo de dez dias para enviar um relatório detalhado sobre as pendências e o cronograma de manutenção das estações locais.
A Sabesp informou que realiza limpezas preventivas e utiliza geradores em casos de queda de energia, além de executar obras de ampliação pelo programa Integra Tietê. Entretanto, a vice-presidente da comissão, vereadora Marina Bragante (REDE), criticou a ausência de um plano de emergência específico para o bairro. Outro ponto discutido foi a segurança das instalações; o vereador Paulo Frange (MDB) sugeriu parcerias com a Secretaria de Segurança Pública para integrar as unidades ao sistema de monitoramento Smart Sampa, visando coibir furtos e vandalismo.
Ao final da reunião, a CPI aprovou dois requerimentos de intimação para representantes da empresa Itaquá Areia, que deverão prestar esclarecimentos sobre atividades de exploração na região e possíveis impactos ambientais. O colegiado busca acelerar a construção de soluções para os moradores, reforçando que a eficiência do esgoto depende diretamente de investimentos em drenagem pluvial, cuja responsabilidade é da Prefeitura.