Câmara de São Paulo debate criação de CPI para investigar aumento do feminicídio

Vereadores pedem maior fiscalização de políticas públicas e recursos para proteção à mulher; pauta dominou sessão nesta quarta-feira (4).

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Câmara de São Paulo debate criação de CPI para investigar aumento do feminicídio
Imagem: Richard Lourenço / REDE CÂMARA SP

A Câmara Municipal de São Paulo debateu o aumento dos casos de feminicídio e violência contra a mulher na sessão plenária desta quarta-feira (4). Parlamentares de diversos partidos defenderam a ampliação de políticas públicas e ações educativas para enfrentar crimes contra o gênero. Entre as propostas discutidas, destaca-se a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as causas do crescimento desses índices e fiscalizar a aplicação de recursos no orçamento municipal voltados à proteção das vítimas.

A vereadora Cris Monteiro (NOVO) defendeu a educação de base como solução para o respeito às diferenças, enquanto Marina Bragante (REDE) enfatizou a necessidade de o Legislativo identificar gargalos nas políticas de prevenção. O vereador Silvão Leite (UNIÃO) abordou a violência política de gênero como um entrave à democracia. A vereadora Ely Teruel (MDB), autora do pedido da CPI do Feminicídio, afirmou que o objetivo é ouvir familiares e aprimorar o suporte municipal, proposta que recebeu apoio da presidência da Casa.

O presidente em exercício, vereador João Jorge (MDB), informou que a instalação da nova CPI depende do encerramento de comissões atualmente em curso, respeitando o regimento interno. Além do tema central, a sessão registrou críticas do vereador Adilson Amadeu (UNIÃO) sobre o trânsito no entorno do Aeroporto de Congonhas devido à falta de espaço para transporte por aplicativos. O vereador Celso Giannazi (PSOL) também relatou denúncias de suspensão do Transporte Escolar Gratuito (TEG) pela Prefeitura, afetando crianças e famílias.

A Câmara confirmou para esta quinta-feira (5) a instalação das sete Comissões Permanentes do Legislativo paulistano. As reuniões ocorrerão a partir das 11h, no Plenário 1º de Maio, para a eleição dos respectivos presidentes e vice-presidentes. Os colegiados serão responsáveis por dar andamento aos projetos de lei e fiscalizações setoriais ao longo do ano, incluindo as pautas de segurança pública e assistência social debatidas durante a semana.


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