No Brasil, onde a diversidade de tipologias construtivas vai desde imóveis antigos até empreendimentos de alto desempenho, os projetos de requalificação acústica enfrentam desafios técnicos e operacionais. Reformar edifícios com sistemas construtivos ultrapassados ou adaptar estruturas para novos usos exige soluções modernas, discretas e eficientes.
“Trabalhar com retrofit acústico no Brasil exige sensibilidade e domínio técnico. Muitas vezes, atuamos em prédios sem previsão de tratamento sonoro, e o desafio é inserir soluções sem comprometer o projeto arquitetónico existente”, explica Diogo Leones, diretor de engenharia da K'dea Construtora.
Nesse cenário, fabricantes nacionais como Saint-Gobain, ISAR e FlexAcustic têm desempenhado papel fundamental ao oferecer materiais de alto desempenho, com propriedades acústicas testadas e compatíveis com as exigências das novas normas.
Com a atualização de normas técnicas brasileiras voltadas ao desempenho acústico – como a ABNT NBR 15575 – a exigência de níveis mínimos de conforto acústico em edificações residenciais e comerciais tem estimulado o setor a investir em inovação, capacitação e consultoria especializada.
“As normas ajudaram a impulsionar o debate técnico e criaram novas oportunidades para soluções que antes eram vistas como supérfluas. Hoje, desempenho acústico é requisito de projeto”, afirma Leones.
Além das exigências normativas, a valorização da estética e da sustentabilidade tem levado à adoção de materiais nacionais com design contemporâneo, permitindo que desempenho técnico e linguagem arquitetónica caminhem juntos.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
JACKELINE SOUZA LIMA
[email protected]