25/11/2025 às 08h43min - Atualizada em 25/11/2025 às 08h42min

Jovens Mulheres Negras e o Desafio para o Acesso e Garantia do Direito ao Trabalho Digno

Assessoria de Imprensa
Imagem: Divulgação

No mês da Consciência Negra, a deputada federal Juliana Cardoso (PT-SP) promoveu, na Câmara dos Federal, a audiência pública “Jovens Mulheres Negras e o Desafio para o Acesso e Garantia do Direito ao Trabalho Digno”. O encontro reuniu organizações, pesquisadoras, movimentos sociais e lideranças da juventude negra para escancarar as desigualdades que atravessam a vida das jovens negras no Brasil, e para exigir que o Estado assuma sua responsabilidade com políticas públicas que garantam oportunidades e direitos.

A atividade fez parte do processo de incidência do projeto Mude com Elas, desenvolvido pela Ação Educativa, Terre des Hommes Alemanha (TDH) e CEERT. O objetivo foi denunciar as barreiras históricas enfrentadas por jovens mulheres negras no mercado de trabalho e, ao mesmo tempo, construir propostas concretas para transformar essa realidade.

Segundo dados apresentados no debate, as mulheres negras representam 28% da população brasileira, mas concentram mais de 40% do desemprego — e 63% das jovens negras que trabalham estão na informalidade. Além disso, recebem, em média, 40% do salário de um homem branco, reflexo direto do racismo e do patriarcado que ainda moldam a economia e as relações de trabalho no país.

Durante a audiência, Juliana reforçou que a luta por trabalho digno é uma luta por democracia e justiça racial. Em sua fala, destacou que o Congresso Nacional precisa assumir responsabilidade sobre a desigualdade que ele mesmo ajuda a produzir ou a combater.

“ O acesso das jovens mulheres negras ao trabalho digno é uma obrigação do Estado brasileiro. Estamos falando de justiça racial, de reparação histórica e de garantir que esse país ofereça oportunidades reais para as meninas e mulheres negras. O Parlamento tem responsabilidade direta nisso: pode escolher aprofundar desigualdades ou pode ser instrumento de transformação. E nós estamos aqui para exigir que ele escolha o lado da justiça.” destacou a deputada.

Além do debate político, a audiência também apontou caminhos: desde a ampliação do acesso à educação e formação profissional até políticas de cuidado, proteção social, combate ao assédio e incentivo à inclusão produtiva nos territórios periféricos.

Juliana destacou ainda a importância da participação da sociedade civil para pressionar o Legislativo e garantir que pautas de igualdade racial tenham voz e prioridade.

“Este mês da Consciência Negra é mais um chamado para ação coletiva. Nossa missão é transformar denúncia em proposta, e proposta em direito conquistado”, afirmou.

A audiência se tornou um marco do novembro negro no Congresso, fortalecendo a mobilização por justiça social, trabalho digno e combate ao racismo em todas as suas formas.

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