O Brasil é sustentado por mulheres. São elas que mantêm o país em movimento — nas escolas, nas unidades de saúde, nas cozinhas, nas casas, nos comércios e nas ruas. Mulheres que acordam cedo, enfrentam longas jornadas, cuidam dos filhos e ainda encontram tempo e força para lutar por uma vida mais digna.
Mesmo sendo a base de tudo, continuam sendo as mais afetadas pela desigualdade. No mercado de trabalho, ganham menos; nos espaços de poder, são minoria; e nas estatísticas de violência, são as que mais sofrem. É um retrato cruel, mas real, de um país que ainda não reconheceu a força das suas próprias mulheres.
Em São Paulo, vejo diariamente exemplos de mulheres que transformam a realidade, liderando projetos sociais, empreendimentos locais e redes de apoio. São histórias que raramente ganham manchete, mas que constroem, dia após dia, um Brasil mais justo e solidário.
Valorizar essas mulheres é reconhecer que o progresso não virá apenas de grandes obras, mas de políticas públicas que enxerguem e fortaleçam quem sustenta as comunidades. Isso significa creches acessíveis, transporte digno, oportunidades de emprego e programas de incentivo ao empreendedorismo feminino.
É também garantir segurança. Nenhuma mulher deveria ter medo de andar sozinha à noite ou de denunciar uma violência. Precisamos de mais delegacias da mulher, mais acolhimento e menos burocracia para quem busca ajuda.
As mulheres movem o país porque movem a vida. Mas não podem continuar fazendo isso sozinhas, sem suporte, sem reconhecimento, sem políticas que as protejam e impulsionem.
Sou Catarina Teixeira, e se você também acredita que quando uma mulher tem oportunidade, ela não apenas transforma a própria vida, mas toda a sociedade, junte-se a essa luta por igualdade e valorização.