A Prefeitura de São Paulo segue com as obras de construção da Ponte Grajaú, projeto viário que interligará os bairros Parque Graúna e Jardim Gaivotas, na Zona Sul da capital. O empreendimento completo soma 6,14 quilômetros de extensão, divididos em três segmentos que abrangem a nova travessia, implantação de acessos e requalificação de vias em ambas as margens da Represa Billings. O aporte financeiro totaliza R$ 347,5 milhões, com previsão de liberar o tráfego sobre a ponte em fevereiro de 2028 e finalizar as obras complementares em novembro do mesmo ano.
Nesta quarta-feira (9), o prefeito Ricardo Nunes e o governador Tarcísio de Freitas inspecionaram o andamento dos serviços no canteiro. A estrutura da ponte terá 960 metros de extensão, contemplando duas faixas de rolamento por sentido, passeios para pedestres e ciclovia. A administração municipal calcula que a ligação beneficiará diretamente mais de 1 milhão de habitantes, promovendo a reorganização de acessos locais e a integração direta com corredores de ônibus, com o Terminal Grajaú e com a Linha 9-Esmeralda da CPTM.
Pelos cálculos técnicos apresentados, o novo itinerário proporcionará uma diminuição de até 64% na duração dos deslocamentos entre a Rua Mâncio Lima e a Avenida Presidente João Goulart. Percursos que hoje consomem cerca de uma hora dos motoristas e usuários do transporte público poderão ser realizados em aproximadamente 20 minutos após a liberação da via, que terá iluminação pública renovada, rede de drenagem, novo pavimento e tratamento paisagístico.
As frentes de trabalho ocorrem simultaneamente nas duas extremidades terrestres e na área aquática da Represa Billings, executando serviços de estruturas, blocos e fundações. A etapa de confecção das camisas metálicas para as bases já foi concluída, e a operação conta com o suporte de equipamentos náuticos sobre as águas, além do pleno funcionamento do pátio industrial dedicado à montagem das vigas de sustentação.