Prefeitura de SP evita emissão de 48 toneladas de CO₂ com reciclagem de óleo de cozinha

Doações cresceram 32% no início de 2026; material é transformado em sabão biodegradável e distribuído à população.

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Prefeitura de SP evita emissão de 48 toneladas de CO₂ com reciclagem de óleo de cozinha
Imagem: Divulgação

A campanha de doação de óleo de cozinha usado da Prefeitura de São Paulo registrou um aumento de 32% nas arrecadações no primeiro quadrimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano anterior. Entre janeiro e abril deste ano, foram coletadas 4,4 toneladas de óleo, contra 3,3 toneladas em 2025. Desde o início da iniciativa, o volume total acumulado chega a 16,1 toneladas, recolhidas em 94 pontos de entrega espalhados por equipamentos de segurança alimentar da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA).

O impacto ambiental da ação é expressivo: a iniciativa evitou a emissão de 48,5 toneladas de CO₂ e a contaminação de 404,7 milhões de litros de água — volume que preencheria 162 piscinas olímpicas. Além de prevenir o entupimento de tubulações domésticas, o material coletado é transformado pelo Movimento VIVATERRA em sabão biodegradável e hipoalergênico. Até o momento, 19.049 barras de sabão foram produzidas e distribuídas aos doadores como forma de incentivo à reciclagem.

O secretário da SESANA, Vitor Arruda, destaca que o crescimento mensal das doações reflete a maior adesão dos paulistanos a hábitos sustentáveis. "O munícipe percebe, na prática, que aquele gesto retorna para ele de forma eficiente e positiva. Isso é importante para estimular e ampliar cada vez mais essa rede de solidariedade e sustentabilidade, que tem enorme potencial de crescimento", afirmou. A maior alta foi registrada em janeiro de 2026, com um salto de 43% no volume coletado em comparação ao primeiro mês de 2025.


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