O custo médio do prato feito em restaurantes de São Paulo atingiu R$ 30, o que representa um gasto mensal de R$ 605 para trabalhadores, equivalente a 37% do salário mínimo, segundo dados do Índice Prato Feito (IPF). Em contrapartida a este cenário e aos levantamentos que apontam que 50,5% das famílias em áreas periféricas sofrem de insegurança alimentar, a Prefeitura de São Paulo distribui diariamente mais de 41 mil refeições gratuitas, de segunda a sábado, por meio da Secretaria Executiva de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento (SESANA).
A distribuição ocorre por meio de dois programas principais. A Rede Cozinha Escola possui 65 restaurantes credenciados e oferece a estrutura para o consumo no próprio estabelecimento. Já a Rede Cozinha Cidadã opera com 75 restaurantes vinculados e 44 pontos oficiais para a entrega das refeições em regiões onde a estrutura física não chega. Os cardápios de ambos os projetos são elaborados semanalmente por nutricionistas.
Em 2025, os dois programas somaram 15,3 milhões de refeições servidas, além de contribuírem para a geração e manutenção de 12,6 mil empregos. No primeiro trimestre de 2026, as redes já registraram a distribuição de mais de 3,2 milhões de pratos feitos. Em dezembro de 2025, a estrutura paulistana foi reconhecida pelo Guinness World Records como o maior programa municipal de segurança alimentar do mundo.
O secretário de Segurança Alimentar e Nutricional e de Abastecimento, Vitor Arruda, ressalta o foco das ações voltadas à população vulnerável. “Comer é um direito humano, e não uma regalia. A atuação da SESANA, por meio destes dois programas, é garantir que a alimentação, ainda por cima saudável e nutritiva, esteja, sim, no dia a dia das pessoas, mesmo que em situações precárias de convivência”, afirma.