A rede socioassistencial da cidade de São Paulo registrou, ao longo de 2025, a saída qualificada de 11.030 pessoas e famílias de suas unidades de acolhimento. O dado, divulgado pela Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), representa a superação das condições de vulnerabilidade que motivaram o acolhimento inicial, indicando que os beneficiários alcançaram níveis sustentáveis de autonomia.
De acordo com o levantamento do Observatório da SMADS, a conquista da moradia autônoma foi o fator determinante para a saída de aproximadamente 60% desse público, somando mais de 6.600 registros. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelos serviços voltados ao atendimento de famílias e mulheres, além das ações realizadas no âmbito do Programa Vila Reencontro.
Outro eixo fundamental para o esvaziamento das unidades foi a reconstrução de vínculos familiares. Em 2025, 3.965 pessoas retornaram à convivência com suas famílias de origem ou extensas. No caso de crianças e adolescentes, o balanço também contabiliza encaminhamentos para adoção ou famílias substitutas, garantindo a proteção dos direitos de jovens que sofreram abandono ou violência.
A rede paulistana conta com mais de 20 tipologias de serviços de acolhimento, adaptadas a diferentes perfis, como indivíduos em situação de rua, vítimas de trabalho infantil e pessoas em vulnerabilidade extrema. O atendimento especializado busca oferecer não apenas o abrigo temporário, mas ferramentas para a reinserção no mercado de trabalho e o desenvolvimento de novos projetos de vida.