Por que a inteligência artificial não substitui um bom líder?

Experimento substitui gerente humano por IA e termina em prejuízo. Para a especialista Edith Cardoso, o episódio revela o que a tecnologia ainda não entrega: sensibilidade, escuta e decisões com base em contexto humano.

Bendita Letra
27/08/2025 16h32 - Atualizado há 6 horas

Por que a inteligência artificial não substitui um bom líder?
Arquivo Pessoal/Divulgação

A substituição de funções humanas por inteligência artificial já é uma realidade em diversos setores. Mas quando o assunto é gestão de pessoas, a equação se torna mais delicada. Uma experiência recente, realizada pela Atrophic, mostrou os limites dessa aplicação: ao colocar um chatbot avançado para atuar como gerente da operação por uma semana, o resultado foi: prejuízo. Além de falhas na comunicação de preços e erros logísticos, a IA se mostrou “hostil” quando confrontada com críticas ao seu desempenho.

O caso viralizou nas redes e acendeu o debate: até que ponto a inteligência artificial pode, ou deve, ocupar funções de liderança? Para Edith Cardoso, especialista em liderança regenerativa, a experiência reforça o que o campo da gestão humana já sabe há décadas: liderar não é apenas organizar tarefas ou tomar decisões com base em dados. “Uma IA pode indicar que uma equipe está com desempenho abaixo da média. Mas só um líder presente vai perceber se isso vem de cansaço, medo, desorganização ou falta de propósito”, exemplifica.

O que a IA pode fazer pela gestão

O avanço da tecnologia trouxe benefícios inegáveis para a gestão de pessoas. Entre os usos mais eficazes da IA estão:

  • Apoio em recrutamento e seleção (como triagem de currículos)
  • Análise de indicadores de performance
  • Identificação de padrões de comportamento e risco de burnout
  • Otimização de processos repetitivos ou operacionais

Porém, quando o assunto é liderança de equipes humanas, a presença de um ser humano continua sendo indispensável. Sensibilidade, empatia, escuta ativa, mediação de conflitos e construção de confiança não podem ser codificados.

Para Edith, o debate não é sobre se a IA vai substituir líderes, mas sobre como os líderes devem evoluir diante da inteligência artificial. “A tecnologia pode, e deve, apoiar processos decisórios, análise de dados e até mediação de conflitos. Mas ela precisa ser vista como ferramenta, e não como substituto”, alerta. O futuro da gestão, portanto, não está em automatizar a liderança, mas em integrá-la a um novo ecossistema em que dados, ética e humanidade caminhem juntos.


 

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MARIA JULIA HENRIQUES NASCIMENTO
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FONTE: Edith Cardoso — CEO da Arhea51 | Especialista em Gestão Estratégica de Pessoas e liderança | Analista Comportamental
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