Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola alerta para importância de se criar uma rede de apoio a fim de se reduzir crimes que afetam milhões de estudantes

Planneta Educação, empresa do grupo Vitae Brasil, aposta na prevenção, que deve envolver gestores, educadores, familiares e estudantes desde as séries iniciais.

PATRíCIA LIMA
04/04/2025 17h34 - Atualizado há 6 horas

Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola alerta para importância de se criar uma rede de apoio a fim de se reduzir crimes que afetam milhões de estudantes
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A série britânica Adolescência, da Netflix, é o assunto do momento nas redes sociais, rodas de conversas de amigos e pais nas últimas semanas. Nunca se falou tanto em red pills, cultura incel, misoginia, dialetos de emojis, entre outros termos totalmente desconhecidos pelos adultos. Em 7 de abril é comemorado o Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola. A data é oportuna para se promover uma discussão mais aprofundada sobre essa problemática: Será que estamos protegendo nossas crianças ou falhando em alguns aspectos?
Na obra cinematográfica o crime de bullying se consolida dentro do ambiente escolar sem que os agentes envolvidos consigam controlar. Ela conta a história de Jamie Miller, um garoto de 13 anos que é acusado de assassinar uma colega de classe. E embora o tema central seja o crime hediondo, a violência se manifesta de várias formas no cotidiano dos personagens principais.
Diante de uma estatística alarmante (anualmente 7 milhões de crianças no Brasil são afetadas pelo bullying no ambiente escolar) e da repercussão da série, mesmo os pais que promovem o diálogo e permanecem vigilantes com relação ao uso da internet estão preocupados.

Se no passado atitudes como dar apelidos, zombar de característica física ou traço racial, usar um colega como personagem constante de piadas eram tidas como brincadeiras, agora são denominadas bullying.
As crianças que sofrem esse tipo de abuso podem experimentar problemas de saúde física e mental, sendo mais predispostas à depressão e ansiedade, sentimentos de tristeza e solidão, alterações nos padrões de sono ou alimentação e perda de interesse por atividades das quais costumavam gostar. O pior é que todas essas questões podem perdurar na fase adulta. Apesar do bullying ser criminalizado no Brasil, ainda se fala pouco sobre o assunto, por isso, especialistas apostam em programas de prevenção para conscientizar as novas gerações.
De acordo com a coordenadora de Operações Educacionais do Pró-Família da Planneta Educação, empresa do grupo Vitae Brasil, Marcela Aparecida Faria Laporta, o papel da escola e dos professores é essencial no combate ao bullying e na promoção de um ambiente seguro e acolhedor para todos os estudantes.
“A escola deve estabelecer uma cultura de respeito e inclusão, implementando políticas claras de prevenção e intervenção diante de situações de bullying. Além disso, é fundamental promover ações educativas que conscientizem os alunos sobre a importância do respeito às diferenças e do convívio harmonioso. Sendo assim, os professores têm um papel ativo na identificação e no enfrentamento desse crime. Eles devem estar atentos aos sinais de possíveis vítimas e agressores, intervindo de maneira pedagógica para mediar conflitos e orientar os alunos sobre a importância do respeito mútuo”, explica a especialista.
Segundo Marcela, o uso de metodologias ativas e práticas socioemocionais podem contribuir para o desenvolvimento da empatia e do senso de comunidade entre os estudantes, fortalecendo a convivência escolar.
“Já os gestores escolares têm a responsabilidade de implementar políticas que promovam a integração entre escola e família, garantindo recursos e suporte para as iniciativas que combatam essas situações. Assim, essas ações colaborativas visam criar uma rede de apoio sólida para o aluno, potencializando seu desenvolvimento educacional”, pontua a especialista.
Os familiares diante da situação do bullying também têm papel fundamental para a construção de um ambiente seguro e acolhedor para os filhos. “Assim como os professores, eles devem estar atentos ao comportamento das crianças e adolescentes, promovendo o diálogo aberto sobre suas vivências escolares, incentivando o respeito ao próximo e reforçando valores como empatia e solidariedade. Além disso, é essencial que os familiares participem ativamente das atividades propostas pela escola, colaborando no desenvolvimento acadêmico e social dos filhos e mantendo uma comunicação constante com os educadores.”
Rede de apoio pode ser construída a partir da informação
A Lei 14.811/2024 contra o bullying e ciberbullying, dependendo da gravidade, prevê multa e reclusão aos praticantes desse crime, porém como trata-se de uma medida que completou um ano em janeiro, precisa ser mais disseminada na sociedade. A responsabilidade social é um dos pilares da Planneta Educação, e entre as inúmeras iniciativas que desenvolve, uma delas é democratizar o acesso à informação sobre o tema, por meio de conteúdos online desenvolvidos por equipes multidisciplinares que podem ser multiplicados, como o artigo Como lidar com o bullying, o cyberbullying e o assedio moral virtual, que aborda definições e estratégias para enfrentar essas questões no ambiente escolar. Além disso, a seção Materiais Educativos do site da companhia oferece conteúdos que podem ser utilizados para aprofundar o conhecimento e desenvolver ações preventivas.
Marcela reforça a importância de se trabalhar a prevenção desde as séries iniciais do ensino infantil. “A conscientização das crianças sobre o bullying pode ocorrer desde a primeira infância de uma forma mais lúdica. Nessa fase, elas estão desenvolvendo a empatia, a comunicação e a noção de respeito ao outro, tornando o aprendizado mais natural e significativo. Iniciativas como a leitura familiar promovem momentos de escuta, diálogo e acolhimento, criando um ambiente propício para abordar o tema de forma lúdica. Através de histórias, fantoches, dramatizações e brincadeiras cooperativas, as crianças aprendem a reconhecer sentimentos, respeitar as diferenças e identificar atitudes de respeito e cuidado com os colegas. Essas atividades não apenas previnem o bullying, mas também fortalecem os vínculos socioemocionais e incentivam uma cultura de gentileza e inclusão desde cedo”, conclui a especialista.

Sobre a Planneta Educação
A tecnologia passou a ser uma das rotas para desenvolver e compartilhar habilidades. O lugar de aprender já não é mais apenas a sala de aula, e sim qualquer lugar.
E se ensino não tem limites, muito menos fronteiras, precisamos entender que crianças e jovens precisam desenvolver habilidades essenciais para prosperarem em um mundo que, definitivamente, é digital.
A Planneta Educação acredita no poder da educação como instrumento de transformação de toda a sociedade. E é com esse pensamento que difunde a sua missão, com o objetivo de oferecer sempre o melhor.
A empresa do grupo Vitae Brasil desenvolve diversas soluções educacionais inovadoras e tecnológicas para escolas, redes de ensino e municípios, para que, juntos, possam revolucionar a Educação.
Durante sua trajetória, a companhia obteve  reconhecimentos nacionais e internacionais, como o título Top 5 melhores do Brasil em Qualidade de Vida no trabalho pelo PNQV – Prêmio Nacional de Qualidade de Vida, Top 100 empresas do país que mais contribuem para o desenvolvimento dos estudantes brasileiros pelo Prêmio CIEE Melhores Programas de Estágio, Parceiro do Ano – Região da América Latina e Caribe (Latin America and Caribbean Regional Partner of the Year) na categoria Setor Público pela Microsoft, Top 50 melhores empresas para estagiar em todo estado de São Paulo e também foi reconhecida pelo United Nations Development Business, órgão responsável por fomentar e divulgar projetos financiados pela ONU, Banco Mundial, BID, BIRD, entre outros.
 

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MARCOS ROBERTO DE SIQUEIRA LIMA
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