O consumidor brasileiro é resiliente e capaz de se adaptar ao cenário econômico dinâmico do país quando o assunto é alimentação. É isso que aponta o relatório Consumer Insight, encomendado pela Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi) e realizado pela Kantar. O documento mostra que as famílias estão equilibrando prioridades e buscando melhores preços para consumir dentro e fora de casa.
As compras feitas para o consumo em casa continuam sendo prioridade para o brasileiro. Ele compra em maior quantidade, comportamento que apresentou um crescimento de 5,4% no acumulado do ano. E apesar de ter reduzido ligeiramente a frequência de compras em 0,4%, o brasileiro compra um volume 1,8% maior no mesmo período, o que indica que ele está otimizando suas idas aos pontos de venda.
O comportamento do consumidor não é diferente quando se observa os produtos da Cesta Abimapi: ele se adapta frente ao aumento de preços, com uma retração de 1,2% do consumo dentro do lar, ou seja, na compra de produtos para comer em casa, porém com aumento de 1,9% no volume de compras. Já o consumo de produtos como farinha de trigo (+3,7%), biscoito (+1,4%) e salgadinhos (+0,9%) cresceram em uma média de 4,5%, impulsionado principalmente pelas classes A e B.
Para Claudio Zanão, Presidente Executivo da Abimapi, o cenário reforça a necessidade da indústria em compreender a fundo o comportamento do brasileiro e suas novas dinâmicas. “A previsão para 2025 é que o consumo dentro de casa permanecerá estável em quantidades e em preço, já que o brasileiro busca por preços menores, priorizando comer em casa, sem abrir mão de experiências fora. Para isso, opta por canais diferentes de compra. Preço é elemento-chave para a indústria, por isso é preciso se posicionar nos canais corretos, oferecer produtos práticos e comunicar o valor de forma eficaz”.
Dados do setor
Apesar da queda no consumo de biscoitos, em 0,2% do volume por compra, a Grande São Paulo teve aumento de 1,4% no volume, assim como as compras em atacarejos, que subiram 2,1%. O estudo aponta ainda a preferência do consumidor por embalagens menores, com um crescimento de 3,1% nas embalagens de até 50 gramas.
A categoria de pães industrializados teve retração de 3,9% em volume, uma queda ligada à diminuição na intensidade de compras. A região Sul (-0,8%), o varejo tradicional (-1,7%) e o pequeno varejo (-1,6%) são os que mais contribuem negativamente para a categoria.
As massas também registraram uma retração no volume de 1,6% no período. O Nordeste (-1,1%) é a região que mais contribui negativamente, assim como o varejo tradicional (-0,3%). Em contrapartida, grandes capitais e o supermercado convencional apresentam oportunidades. Embalagens maiores, na faixa de 700g - 999g, mostram uma contribuição positiva para a categoria.
Por último, a categoria de panetones demonstra um crescimento de 7,3% em volume no período de novembro de 2024 a janeiro de 2025. Esse crescimento vem principalmente das grandes capitais e do Nordeste (+0,1% de contribuição em volume), com contribuições positivas das compras em Atacarejo (+1,2% de contribuição em volume) e varejo tradicional (+7,2% de contribuição em volume).
Anuário Abimapi 2025
Com o tema "Inteligência Artificial: os robôs invadiram a indústria de alimentos", o Anuário Abimapi 2025 traz mais de 200 páginas com artigos exclusivos e insumos completos do setor, com dados atualizados sobre os produtos da Cesta Abimapi, insights estratégicos e os principais temas que vão impactar o mercado, como desafios e oportunidades, importância da inovação e da sustentabilidade, além de análises sobre o desempenho da indústria e as tendências de consumo para os próximos anos.
O Anuário 2025 foi lançado no dia 27 de março, em um evento aberto e gratuito, transmitido ao vivo pelo canal da Abimapi no Youtube e pelo Linkedin da Associação, e segue disponível para acesso.
Sobre a Abimapi
Uma das maiores associações alimentícias do país, a Abimapi representa mais de 120 empresas que detêm cerca de 80% do setor e geram mais de 260 mil empregos diretos. Só no Brasil, responde por um terço do consumo de farinha de trigo. Sua missão é fortalecer e consolidar as categorias de biscoito, macarrão, pão e bolo industrializados nos cenários nacional e internacional.
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MARIANA MANSANO MAGINADOR
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