Uma operação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) resultou no resgate de 26 aves silvestres mantidas irregularmente em imóveis no Jardim Pedro José Nunes, em São Miguel Paulista, na Zona Leste de São Paulo. A ocorrência foi registrada na manhã de segunda-feira (2), na Rua Flor de Noiva.
A fiscalização começou após agentes da Inspetoria de Defesa Ambiental (IDAM) Pantanal, com apoio das equipes da IDAM Carmo, identificarem gaiolas expostas em um bar durante patrulhamento de rotina. Com autorização do proprietário, os guardas entraram no estabelecimento e encontraram seis pássaros sem documentação e em condições aparentes de maus-tratos, com gaiolas sujas e quantidade insuficiente de água e alimento.
Em uma garagem em frente ao comércio, também pertencente ao comerciante, foram localizadas outras 11 aves nas mesmas condições. Uma delas estava morta. No local, os agentes ainda encontraram um alçapão utilizado para capturar pássaros. O responsável pelo estabelecimento assumiu a propriedade dos animais.
Durante a fiscalização em um imóvel situado acima do comércio, foram encontradas mais nove gaiolas. Segundo o comerciante, os pássaros pertenciam ao filho dele, que não estava no local. Com autorização da esposa do proprietário, os agentes verificaram que as aves também estavam sem documentação e em condições inadequadas de cuidado.
Entre as espécies apreendidas estão: três tico-ticos , um baiano , três coleirinhos , dois azulões , cinco pixarros , um pixoxó , um galo-de-campina , três canários-da-terra , dois curiós , um bigodinho , um pássaro-preto , um coleirinho-das-costas-negras e dois pintassilgos . Levantamos apontam que o pixoxó está em risco de extinção.
Os envolvidos foram encaminhados ao 63º Distrito Policial, na Vila Jacuí, para conhecimento da autoridade policial e adoção das medidas cabíveis. As aves foram levadas ao Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres (CeMaCAS), no Parque Anhanguera, onde ficaram sob os cuidados de biólogos e veterinários. A ocorrência foi registrada com base nos artigos 29 e 32 da Lei de Crimes Ambientais, que tratam, entre outras condutas, da captura irregular de animais silvestres e de maus-tratos.