Smart Sampa contribui para prisão de 3,6 mil foragidos e localização de desaparecidos

Sistema da Prefeitura de São Paulo reúne 50 mil câmeras e também auxiliou em 6.850 prisões em flagrante e na recuperação de 3.914 veículos roubados ou furtados.

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Imagem: Divulgação / Prefeitura de SP
Imagem: Divulgação / Prefeitura de SP

O sistema de videomonitoramento Smart Sampa, da Prefeitura de São Paulo, contribuiu para a prisão de 3.629 foragidos da Justiça, a localização de 285 pessoas desaparecidas e a realização de 6.850 prisões em flagrante desde novembro de 2024. A plataforma também auxiliou na recuperação de 3.914 veículos roubados ou furtados. Os números foram divulgados nesta terça-feira (20).

Com 50 mil câmeras distribuídas pela capital e monitoramento ininterrupto, o programa utiliza reconhecimento facial, leitura de placas e algoritmos capazes de gerar alertas sobre possíveis ocorrências. As informações permitem que equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e de outros órgãos públicos atuem em situações que exigem intervenção, além de facilitar a identificação de pessoas procuradas pela Justiça.

Entre os casos registrados está o de Erick Brandão, condenado a 24 anos de prisão em regime fechado por homicídio qualificado. Após um alerta emitido pelo sistema, agentes da GCM realizaram buscas e o localizaram em frente à Assistência Médica Ambulatorial (AMA) do Capão Redondo. A plataforma também contribuiu para recapturas de condenados que não retornaram ao sistema prisional após saídas temporárias, incluindo casos nas regiões central e leste da cidade.

Em outras ocorrências, o monitoramento ajudou a identificar um homem condenado por tráfico internacional de drogas, que tinha seis mandados de prisão em aberto, e um homem procurado por estupro. O sistema também levou à prisão de Lin Xianbin, condenado a 18 anos por extorsão mediante sequestro e associação criminosa, que estava foragido desde 2023. Ele foi identificado no Centro de São Paulo em janeiro de 2025.

O Smart Sampa integra informações e ações de diferentes órgãos, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e as polícias Militar e Civil. O programa também ganhou visibilidade internacional em 2026, com reportagens sobre a iniciativa publicadas pelo jornal francês Le Monde e pela revista britânica The Economist, que abordaram o uso de tecnologia e inteligência artificial na segurança pública paulistana.


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