No contexto do Dia Mundial de Combate ao Sedentarismo, celebrado nesta terça-feira (10), a Prefeitura de São Paulo destaca a expansão do programa Academia da Saúde, que saltou de 18 para 66 polos na capital, um crescimento de 266%. Com essa ampliação, São Paulo consolidou-se como a cidade com o maior número de unidades do gênero no Brasil, oferecendo atividades físicas gratuitas, orientações nutricionais e práticas integrativas em todas as regiões do município.
O programa funciona como uma estratégia de Atenção Básica para prevenir doenças crônicas e promover o bem-estar mental. Nas unidades, como a UBS Parque Santo Antônio e a UBS Belenzinho, profissionais qualificados coordenam grupos de caminhada, dança e ginástica funcional. Além dos benefícios fisiológicos, como o controle da hipertensão e diabetes, a iniciativa tem se mostrado eficaz no combate ao isolamento social de idosos, promovendo o fortalecimento de vínculos comunitários.
As atividades da Academia da Saúde também integram o Projeto Terapêutico Singular (PTS), onde equipes multiprofissionais personalizam o cuidado de acordo com as necessidades específicas de cada usuário. Na Zona Leste, por exemplo, unidades como a UBS Jardim São Nicolau utilizam práticas como o Lian Gong e o alongamento para atrair o público masculino e recém-aposentados, desmistificando preconceitos sobre atividades coletivas e incentivando hábitos ativos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda ao menos 150 minutos semanais de exercícios moderados, meta facilitada pela capilaridade do programa em São Paulo. Ao ocupar espaços como praças, parques e centros comunitários, a Academia da Saúde democratiza o acesso ao esporte e à educação em saúde. O protagonismo do paciente no próprio cuidado é o eixo central da política pública, que busca transformar o estilo de vida da população paulistana a longo prazo.