São Paulo prevê investimento de R$ 6,6 bilhões em habitação para 2026

Com mais de 43 mil moradias em construção, gestão municipal atinge recorde orçamentário no setor; programa Escritura na Mão regularizou 20 mil imóveis em dois anos.

Redação - Itaquera em Notícias
26/02/2026 21h15 - Atualizado há 2 semanas

São Paulo prevê investimento de R$ 6,6 bilhões em habitação para 2026
Imagem ilustrativa: Acervo / Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo registrou um aumento significativo no investimento em habitação entre 2025 e 2026, com recursos que somam R$ 12,21 bilhões (R$ 5,56 bilhões em 2025 e previsão de R$ 6,65 bilhões para 2026). Segundo a Secretaria Municipal de Habitação (SEHAB), esse volume orçamentário equipara-se ao total investido no setor entre os anos de 2003 e 2020. O objetivo da gestão é reduzir o déficit habitacional por meio de construção de unidades, regularização fundiária e urbanização de favelas.

No balanço das entregas, 7.099 famílias receberam a casa própria entre 2025 e o início de 2026. Atualmente, a capital possui 43.682 moradias em fase de construção. O programa central da estratégia municipal é o "Pode Entrar", que utiliza recursos próprios para modalidades como aquisição de imóveis da iniciativa privada, parcerias com entidades e cartas de crédito. Somente na modalidade de aquisição de unidades prontas ou na planta, já são mais de 21 mil unidades contratadas.

Na frente de regularização fundiária, o programa "Escritura na Mão" entregou mais de 20 mil títulos de propriedade no último biênio, enquanto a urbanização de favelas beneficiou 36 mil famílias desde 2021. Entre as obras estruturantes, destaca-se o programa "Recupera Pantanal", na Zona Leste, que prevê contenção de alagamentos e a construção de uma barreira de quatro quilômetros, com a primeira fase estimada para outubro de 2026.

De acordo com o secretário Sidney Cruz, a política habitacional atual foca na descentralização dos investimentos e na segurança jurídica das famílias. Em janeiro de 2026, novos editais foram lançados para a aquisição de 9 mil unidades habitacionais em áreas estratégicas, como o Jardim Helena e as Operações Urbanas Faria Lima e Água Branca, visando o equilíbrio territorial e a infraestrutura em áreas de risco.


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