A Prefeitura de São Paulo, via Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), lançou o SampaAdapta, iniciativa voltada ao enfrentamento do calor extremo e das disparidades térmicas na capital. O projeto utiliza sensores para mapear temperaturas e propor uma rede de espaços de conforto térmico, focando na proteção de populações vulneráveis e no planejamento urbano resiliente. A ação ocorre em parceria com a USP e redes globais de saúde pública, integrando planos climáticos municipais já existentes.
Na fase inicial, foram instalados 25 sensores climáticos nas cinco regiões da cidade, contemplando áreas como Jardim Helena (Leste), Perus (Norte), M’Boi Mirim (Sul), Raposo Tavares (Oeste) e Brás (Centro). Os equipamentos monitoram ambientes internos e externos em residências, escolas e unidades de saúde. Os dados coletados visam identificar como diferentes tipologias urbanas influenciam o fluxo de calor e impactam o bem-estar dos moradores, auxiliando na formulação de políticas baseadas em evidências científicas.
Os critérios para a escolha dos locais de monitoramento incluíram o histórico de temperatura desde 2017, vulnerabilidade socioambiental e densidade populacional. O projeto também fomenta a participação social, contando com a anuência de proprietários e instituições para a instalação dos dispositivos. A meta é que as informações geradas orientem a requalificação de parques e praças, buscando soluções para a diferença de temperatura entre bairros, que pode chegar a 8 °C.
Até o final de 2026, a rede de monitoramento será ampliada e novos relatórios e mapas térmicos serão publicados. A iniciativa prevê ainda a realização de intercâmbios internacionais e ciclos de debates para compartilhar boas práticas de adaptação climática. O cronograma inclui a publicação de guias técnicos para a implementação de medidas de conforto térmico em áreas públicas, alinhando a cidade às metas de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030.