Brasil engorda, dorme mal e se movimenta menos, aponta Pesquisa Vigitel 2025

Divulgada no final de janeiro, pelo Ministério da Saúde, traça um retrato atualizado dos hábitos de vida da população brasileira e acende um alerta sobre o avanço das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, diabetes e hipertensão

Edna Vairoletti
03/02/2026 11h47 - Atualizado há 1 mês

Brasil engorda, dorme mal e se movimenta menos, aponta Pesquisa Vigitel 2025
Imagem Freepik
A Pesquisa Vigitel 2025, divulgada no final de janeiro pelo Ministério da Saúde, traça um retrato atualizado dos hábitos de vida da população brasileira e acende um alerta sobre o avanço das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como obesidade, diabetes e hipertensão.

Os dados mostram que o número de adultos com obesidade no país cresceu 118% entre 2006 e 2024. No mesmo período, houve aumento expressivo nos diagnósticos de diabetes (135%), excesso de peso (47%) e hipertensão arterial (31%), reforçando a preocupação com a saúde pública.


Em relação à alimentação, o consumo regular de frutas e hortaliças permanece praticamente estagnado, alcançando cerca de 31% da população. Já no campo da atividade física, o levantamento aponta uma queda na prática relacionada ao deslocamento: em 2009, 17% dos adultos se movimentavam a pé ou de bicicleta no dia a dia; em 2024, esse percentual caiu para 11,3%, indicando maior dependência do transporte motorizado. Por outro lado, houve crescimento de 42,3% no número de pessoas que praticam atividade física moderada no tempo livre.

Pela primeira vez, a pesquisa incluiu dados nacionais sobre o sono. O resultado revela que 20,2% dos adultos dormem menos de seis horas por noite, enquanto 31,7% relatam sintomas de insônia — índice mais elevado entre as mulheres.

Para o médico nutrólogo Prof. Dr. Durval Ribas Filho, fellow da The Obesity Society (TOS – EUA) e presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), os números precisam ser analisados de forma integrada. “Esses dados mostram que não basta falar em alimentação ou exercício de forma isolada. É preciso olhar para o estilo de vida como um todo. Alimentação equilibrada, movimento regular e sono de qualidade são pilares fundamentais para a saúde e a longevidade”, afirma.
Segundo o especialista, o excesso de peso associado ao sono inadequado pode agravar a resistência à insulina, elevar a pressão arterial e manter um estado inflamatório crônico, acelerando o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas. “A obesidade, assim como o diabetes e a hipertensão, é uma doença crônica e exige acompanhamento contínuo. Com orientação adequada, é possível melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações”, completa.
 

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EDNA APARECIDA VAIROLETTI
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FONTE: www.vspresscomunicacao.com.br
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