Açúcar x Saúde Mental: como manter corpo e mente em equilíbrio?
Consumo excessivo de açúcar pode impactar não apenas a saúde física, mas também o equilíbrio emocional e a saúde mental
ÉRICA BRITO
27/01/2026 12h55 - Atualizado há 1 mês
Banco de Imagem - Freepik
Assim como outros meses temáticos, janeiro é marcado pela campanha Janeiro Branco, que chama a atenção para a importância dos cuidados com a saúde mental. Em uma sociedade com ritmo cada vez mais acelerado, manter corpo e mente em equilíbrio tem se tornado um desafio crescente. Nesse contexto, um fator muitas vezes subestimado merece atenção: o consumo excessivo de açúcar. Diversos estudos indicam que o açúcar estimula a liberação de dopamina no sistema de recompensa cerebral, promovendo uma sensação temporária de prazer e conforto emocional. No entanto, esse efeito é passageiro. Com o consumo frequente, o cérebro passa a exigir quantidades cada vez maiores para alcançar o mesmo estímulo. “Pesquisas observacionais associam dietas ricas em açúcares livres a um maior risco de sintomas depressivos e ansiedade a longo prazo”, ressalta Geovanna Orlando, nutricionista da Lowçucar. Além disso, dietas com alto teor de açúcar estão relacionadas ao aumento de processos inflamatórios no organismo, inclusive no sistema nervoso central. A inflamação crônica é considerada um dos fatores que podem contribuir para o desenvolvimento de transtornos mentais, como depressão e ansiedade. Reduzir o consumo de açúcar e adotar uma alimentação mais equilibrada pode trazer benefícios que vão além do controle do peso e da glicemia, refletindo também na saúde emocional. Pequenas mudanças no dia a dia, como substituir alimentos ultraprocessados por opções mais naturais, ajudam a manter níveis de energia mais estáveis e favorecem o bom funcionamento do cérebro. A Organização Mundial da Saúde (OMS), assim como outras instituições de saúde, reconhece que os adoçantes aprovados são seguros quando consumidos dentro da Ingestão Diária Aceitável (IDA). “Eles não devem ser encarados como solução única, mas podem ser utilizados como ferramenta auxiliar dentro de uma estratégia consciente de redução do açúcar”, complementa a nutricionista. Do ponto de vista científico e comportamental, os adoçantes podem contribuir no processo de redução do açúcar ao: - Permitir a diminuição do açúcar sem a retirada abrupta do sabor doce;
- Facilitar a transição para uma alimentação com menor carga glicêmica;
- Ajudar na adesão a mudanças alimentares sustentáveis a médio e longo prazo.
A especialista ainda reforça que cuidar da alimentação é também uma forma de cuidar da mente, mostrando que saúde física e mental caminham juntas.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ERICA DOS SANTOS BRITO
[email protected]