A Unidade Básica de Saúde (UBS) Caju, localizada no Jaguaré, Zona Oeste da capital, recebeu nesta quarta-feira (28) uma visita técnica internacional promovida pela TB Alliance (Aliança Global para o Desenvolvimento de Medicamentos contra a Tuberculose) em parceria com o Ministério da Saúde. O encontro teve como objetivo apresentar a organização dos serviços e a linha de cuidado da tuberculose na Atenção Primária, consolidando a unidade como modelo de gestão e eficácia no tratamento da doença.
Gerida pela Associação Saúde da Família, a UBS Caju é um dos pontos de referência da rede municipal para o tratamento de casos de tuberculose resistente. A atividade reuniu 30 convidados, incluindo profissionais de diversos estados brasileiros e representantes estrangeiros de Angola, Cabo Verde, Guiné, Moçambique e São Tomé e Príncipe. A troca de experiências visou fortalecer o enfrentamento da doença não apenas em solo nacional, mas também no contexto da cooperação internacional.
Durante a programação, os participantes acompanharam apresentações sobre o perfil epidemiológico local e o fluxo de atendimento, que engloba desde a identificação de sintomáticos respiratórios até o acompanhamento de casos complexos e o tratamento supervisionado. A visita incluiu ainda o estudo de um caso real em tratamento e uma inspeção guiada pelas instalações da UBS, demonstrando a integração entre vigilância, assistência farmacêutica e acolhimento.
O gerente da UBS Caju, Marcos Koga, destacou que a visita reforça o papel da unidade no cenário da saúde pública. “Receber esta visita técnica reforça o papel da UBS Caju como referência no cuidado à tuberculose na Atenção Primária. É o reconhecimento do trabalho das equipes e do compromisso da rede municipal com um cuidado qualificado, integral e baseado em protocolos, inclusive nos casos mais complexos da doença”, afirmou.
A Secretaria Municipal da Saúde reforça que a tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito. Na rede municipal, qualquer pessoa com tosse por mais de três semanas deve procurar uma UBS para realizar o teste rápido molecular. A prevenção começa logo ao nascer, com a vacina BCG, disponível para crianças de até 4 anos e 11 meses. O ciclo de tratamento dura ao menos seis meses e a transmissão é drasticamente reduzida após as primeiras duas semanas de medicação correta.