O sol forte do verão traz prazer, mas também risco para os olhos. A fotoceratite, conhecida popularmente como “olho queimado de sol”, ocorre quando a córnea sofre uma lesão aguda pela radiação ultravioleta (UV). “É uma queimadura superficial, dolorosa, que costuma aparecer algumas horas após a exposição”, explica o presidente da Sociedade Catarinense de Oftalmologia, Dr. André Frutuoso. “O paciente descreve dor intensa, sensação de areia, lacrimejamento e sensibilidade à luz, sintomas que merecem avaliação oftalmológica.”
Além do quadro agudo, a exposição acumulada ao UV está associada a doenças crônicas que prejudicam a visão ao longo da vida, como catarata, pterígio (um crescimento benigno da membrana que cobre o branco do olho) e alterações na mácula. Revisões e organizações de saúde apontam que a proteção adequada reduz a probabilidade dessas lesões, embora a magnitude da redução varie entre estudos.
“A prevenção é direta e eficaz. Escolher o óculos certo faz toda a diferença,” alerta o Dr. André.
Recomendações:
Crianças e trabalhadores expostos ao sol por longos períodos devem usar óculos apropriados e chapéus. “A fotoceratite costuma melhorar com tratamento, mas evitar a lesão é preferível, e protege a visão no futuro”, enfatiza Dr. André.
Se houver dor intensa, aumento da sensibilidade à luz, visão borrada ou qualquer alteração visual persistente após exposição solar, procure atendimento oftalmológico o quanto antes. A Sociedade Catarinense de Oftalmologia reforça: informar e adotar medidas simples de proteção podem reduzir o risco de lesões oculares no verão e preservar a visão ao longo da vida.
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FABIANA HENRIQUE
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