Caso de convulsão no BBB acende alerta de como agir diante de uma crise

Neurologista orienta sobre os cuidados no socorro e explica diferenças entre convulsão e epilepsia

Por ANA OLIVEIRA
6 Min

Caso de convulsão no BBB acende alerta de como agir diante de uma crise
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São Paulo, 16 de janeiro de 2026 - A saída do ator Henri Castelli do Big Brother Brasil 26, depois de apresentar dois episódios de convulsão dentro da casa, trouxe para o centro do debate um tema de interesse coletivo: como prestar ajuda correta em situações de emergência semelhantes. A ampla repercussão do caso tem contribuído para esclarecer dúvidas sobre ocorrências que podem surgir de forma repentina, em diferentes ambientes do cotidiano.

 

De acordo com o Dr. André Felício, neurologista e professor da Afya Educação Médica São Paulo, esse tipo de episódio é provocado por uma alteração irritativa no córtex cerebral, com disparos anormais de neurônios que estimulam uma pequena área ou até todo o cérebro. "Clinicamente isso se manifesta com abalos musculares, geralmente com contrações e movimentos repetitivos estereotipados, durando segundos a minutos. É algo extremamente comum na população, tratando-se da doença neurológica crônica mais prevalente no mundo", explica.

 

O neurologista faz questão de esclarecer um ponto importante: convulsão e epilepsia não são exatamente a mesma coisa. "Convulsão pode ter como fatores uma hipoglicemia, febre, comum em crianças, privação de sono, uso ou abstinência de álcool, remédios, trauma craniano, e não necessariamente caracteriza epilepsia", afirma. Segundo ele, a epilepsia é uma doença neurológica onde há convulsões e, sobretudo, uma predisposição persistente para novos eventos, documentada através de exames de imagem do cérebro, estudos neurofisiológicos ou até genéticos. "Em geral, todo mundo que tem epilepsia tem convulsão, mas o universo inverso não é verdadeiro", ressalta.

 

Dr. Felício explica que existe sim a possibilidade de um paciente ter uma crise única isolada e nunca mais ter outra, especialmente nas chamadas crises provocadas. "Esses intervalos entre as crises podem ser muito longos e isso ser bastante benigno", comenta.

 

Primeiros socorros: o que fazer e o que evitar

Para quem presencia alguém tendo uma convulsão, o especialista reforça que a precaução principal é evitar ou tentar prevenir acidentes, principalmente relacionados a traumas na cabeça e no pescoço. "Tente colocar a pessoa num local onde não vá haver ferimentos na cabeça ou proteger a cabeça com as próprias mãos, o pescoço. A ideia não é que você segure a pessoa com força e não deixe ela se debater, mas a cabeça e o pescoço a gente tenta proteger ao máximo", orienta.

 

O neurologista enfatiza que é fundamental esperar, pois por definição a crise convulsiva é autolimitada. "De forma alguma colocamos objetos na boca ou tentamos abrir a boca. Também não ficamos tentando dar remédios ou água. A crise é autolimitada, então devemos esperar, evitar e tentar contornar acidentes, principalmente craniocervicais, e aguardar", alerta.

 

A procura por atendimento médico imediato é indicada quando o episódio ultrapassa cinco minutos, se repete em curto intervalo, ocorre pela primeira vez ou quando a pessoa apresenta dificuldade para retomar a consciência. Nesses casos, o acionamento do serviço de emergência é indispensável.

 

Casos de grande exposição pública, como o ocorrido no reality show, ampliam o alcance do debate e reforçam a importância da informação correta. "Conhecer essas orientações é uma medida de utilidade pública e pode evitar complicações graves", conclui o Dr. André Felício.

 

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. 


 

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ANA BEATRIZ DE OLIVEIRA BARRETO
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