Preocupação à beira da Reforma Tributária: 75% das PMEs seguem sem orientação sobre impactos nos negócios

Com o avanço das mudanças, a falta de orientação deixa o mercado em espera; para Felipe Beraldi, economista da Omie, pode gerar desequilíbrios durante a implementação da nova lógica de tributação sobre o consumo no país

YASMIN COSTA LOPES
10/11/2025 10h27 - Atualizado há 3 semanas

Preocupação à beira da Reforma Tributária: 75% das PMEs seguem sem orientação sobre impactos nos negócios
Creditos: Freepik
 

São Paulo, novembro de 2025 – A proximidade da fase de alíquotas-teste da Reforma Tributária, marcada para janeiro de 2026, revela um descompasso entre a velocidade da agenda regulatória e o grau de preparo das pequenas e médias empresas. Segundo a Sondagem Omie das Pequenas Empresas, 57% dos empreendedores ainda não conseguem avaliar o impacto das novas regras em seus negócios e 75% afirmam ainda não ter recebido nenhuma orientação por seus contadores sobre o tema.

O cenário evidencia um vácuo consultivo em um momento que exige planejamento técnico e gestão. A Reforma não altera apenas o cálculo de tributos, mas redefine estratégias de precificação, margens e fluxo de caixa das empresas. Para Felipe Beraldi, economista da Omie, líder em soluções para PMEs, o papel da contabilidade precisa evoluir de executor de obrigações para parceiro estratégico capaz de antecipar cenários e apoiar decisões operacionais.

“Não se trata de adicionar tarefas ao fechamento, mas de reposicionar a contabilidade como instrumento de gestão. A empresa que espera a regra entrar em vigor para agir perde tempo e competitividade”, afirma.

O levantamento mostra que 53% dos empresários reconhecem a importância de um serviço contábil mais consultivo e 77% pretendem avaliar os impactos da Reforma nos próximos 12 meses. Apesar disso, apenas um em cada quatro já participou de reuniões ou eventos organizados por seus contadores sobre o assunto.

A distância entre intenção e prática preocupa. Uma parcela significativa das empresas pretende adiar a adaptação para 2027, quando a CBS deve estar consolidada, e 8% só planejam agir em 2029, com a entrada em vigor da transição para o IBS. Esse adiamento amplia riscos operacionais e pressiona margens.

De acordo com Beraldi, a mudança de postura depende de infraestrutura informacional e de integração entre áreas. “Sem dados consistentes sobre vendas, estoque e finanças, a orientação contábil chega fragmentada e tarde demais. A tecnologia integrada é o elo que permite transformar informação em decisão e adaptar a empresa com previsibilidade”, conclui.



 

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