Como a madeira engenheirada está reinventando os espaços públicos urbanos?
*Por Ana Belizário
Divulgação
As cidades enfrentam o desafio de serem mais humanas. Precisamos de espaços que acolham, aproximem e promovam o convívio, especialmente em áreas públicas, onde a vida urbana se expressa de forma mais intensa. É nesse contexto que a madeira engenheirada vem se consolidando como um material transformador, capaz de devolver à paisagem construída a leveza e o calor da natureza. Em praças, parques, passarelas e áreas comuns, a madeira tem se mostrado uma aliada poderosa na criação de espaços de encontro. Sua presença modifica a percepção do ambiente urbano, suaviza o concreto, convida à permanência e resgata a sensação de pertencimento. A textura, o aroma e o conforto visual da madeira criam uma atmosfera que favorece o bem-estar coletivo e o diálogo entre arquitetura e natureza. A experiência recente de requalificação de espaços públicos em São Paulo demonstra essa força de maneira concreta. No Parque do Carmo, na zona leste, a nova estrutura recreativa com 1.445 m² de madeira engenheirada prova que é possível unir sustentabilidade, desempenho técnico e impacto positivo para a comunidade. Quiosques, vestiários e arquibancadas foram pensados para integrar o projeto à vegetação local, criando um ambiente acolhedor e funcional. O mesmo se observa no Parque Morumbi Sul, na zona sul da capital, onde pavilhões multiuso, passarelas e equipamentos acessíveis foram erguidos em madeira engenheirada de alta performance. O resultado é um espaço mais leve e sustentável, o primeiro equipamento público da cidade com esse tipo de estrutura. A agilidade da montagem, a limpeza da obra e o acabamento aparente de excelência reforçam uma nova lógica para a construção urbana, com menos ruído, menos resíduos e mais qualidade de vida para quem vive ao redor. Essas transformações vão além da técnica. Elas representam um novo olhar sobre a função social da arquitetura. Quando um parque é revitalizado com madeira, ele se torna mais do que um espaço de lazer e passa a ser um ponto de encontro, de trocas e de pertencimento. A arquitetura, nesse sentido, é uma ferramenta de transformação social, aproximando pessoas e natureza, reduzindo impactos ambientais e promovendo uma cidade mais equilibrada. A madeira engenheirada também tem encontrado espaço em empreendimentos privados de uso coletivo, como o Open Mall Praça Pitiguari, em Atibaia. Com mais de 1.300 m³ de estrutura em madeira, o projeto foi concebido para integrar tecnologia, sustentabilidade e bem-estar em um ambiente de convivência aberto, cercado por muito verde e pensado para gerar experiências. Esses exemplos demonstram que a madeira não é apenas um material construtivo. É um vetor de mudança na forma como projetamos e vivemos nossas cidades. Em um momento em que o mundo busca por soluções mais sustentáveis e inclusivas, apostar em estruturas de madeira em espaços públicos é investir em uma cidade mais viva, uma cidade onde o encontro, o descanso e o pertencimento são parte da paisagem. A madeira engenheirada nos convida a repensar o urbano, com a certeza de que o futuro das cidades será mais leve, natural e humano.
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- Open Mall Praça Pitiguari *Ana Belizário é diretora comercial da Urbem, indústria brasileira de madeira engenheirada de larga escala, que atua no setor da construção civil, focada em oferecer produtos e serviços inovadores e sustentáveis. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
CAROLINE VASCONCELOS BAPTISTA
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