Avanço da Inteligência Artificial redefine relações de trabalho e reacende alerta para saúde mental dos trabalhadores

Brasil registra aumento de 68% nos afastamentos por transtornos mentais em 2024 - 17% dos brasileiros temem ser substituídos por IA e essa pressão impacta na saúde mental dos trabalhadores

DA REDAçãO
29/08/2025 12h31 - Atualizado há 14 horas

Avanço da Inteligência Artificial redefine relações de trabalho e reacende alerta para saúde mental dos
Ricardo Pacheco
Avanço da Inteligência Artificial redefine relações de trabalho e reacende alerta para saúde mental dos trabalhadores
 
Brasil registra aumento de 68% nos afastamentos por transtornos mentais em 2024 - 17% dos brasileiros temem ser substituídos por IA e essa pressão impacta na saúde mental dos trabalhadores

 
A Inteligência Artificial deixou de ser uma tendência futurista e já está profundamente integrada ao dia a dia das empresas brasileiras.
 
Segundo pesquisa da McKinsey (2024), 65% das organizações em nível global já adotaram pelo menos uma ferramenta de IA em seus processos, impactando desde funções operacionais até decisões estratégicas.
 
No Brasil, levantamento da IDC aponta que os investimentos em IA devem crescer mais de 30% ao ano até 2027, evidenciando a rápida penetração tecnológica no mercado nacional.
 
Para Dr. Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, empresário, mentor, palestrante e presidente da ABRESST - Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho, essa transformação tecnológica não pode ser analisada apenas sob a ótica da produtividade. “Estamos diante de uma revolução que altera a forma como trabalhamos, tomamos decisões e interagimos dentro das empresas. A tecnologia é uma aliada poderosa, mas seu avanço precisa estar alinhado com a preservação do bem-estar dos colaboradores”, afirma.
 
Riscos à saúde mental ganham destaque
 
O ritmo acelerado da implementação da IA traz desafios humanos consideráveis.
 
Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2023), a automação e a inteligência artificial podem intensificar sentimentos de insegurança, ansiedade e estresse entre os trabalhadores, principalmente pela percepção de risco de perda de postos de trabalho e pela necessidade de constante atualização profissional.
 
Dados da Deloitte (2024) reforçam essa preocupação: mais de 50% dos profissionais entrevistados relatam apreensão sobre o futuro de suas funções em um contexto de automação, e essa incerteza tem sido associada ao aumento de casos de síndrome de burnout, depressão e sofrimento psíquico.
 
Dr. Ricardo Pacheco explica: “Não se trata apenas de adotar tecnologia. Precisamos pensar em como ela afeta a experiência humana no trabalho. A ansiedade gerada pela percepção de substituição ou obsolescência profissional é real e precisa ser tratada com políticas preventivas de saúde ocupacional.”
 
A ética e o equilíbrio como fundamentos do futuro corporativo
 
A integração entre tecnologia e humanização se tornou um ponto central no debate corporativo.
 
Nesse sentido, Dr. Ricardo Pacheco enfatiza a necessidade de estratégias que garantam que a IA seja utilizada de forma ética, segura e saudável: “As empresas devem implementar programas de apoio psicológico, acompanhamento de riscos psicossociais e estratégias que valorizem a capacitação contínua. A IA precisa ser uma ferramenta para ampliar o potencial humano, e não para gerar ansiedade ou insegurança.”
 
Segundo ele, o equilíbrio entre inovação tecnológica e cuidado com as pessoas é a chave para ambientes de trabalho sustentáveis, onde produtividade, bem-estar e segurança caminham lado a lado.
 
O papel das empresas na preparação para o futuro
 
Para os especialistas, as organizações que anteciparem estratégias de adaptação estarão mais preparadas para enfrentar os desafios da transformação digital.
 
Além de investir em tecnologia, é essencial cuidar da saúde mental e emocional dos trabalhadores, promovendo treinamentos, programas de capacitação e iniciativas de bem-estar psicológico.
 
“Investir na saúde mental é tão estratégico quanto investir em tecnologia. Empresas que cuidam das pessoas fortalecem sua cultura organizacional, aumentam a produtividade e se tornam mais resilientes diante das mudanças do mercado”, reforça Dr. Ricardo Pacheco.
 
Ele ainda acrescenta que a legislação brasileira está avançando para reconhecer formalmente a importância da saúde mental no trabalho, criando oportunidades para que empresas adotem práticas preventivas e estruturadas. “Estamos entrando em um momento decisivo, em que inovação e cuidado humano precisam caminhar juntos”, conclui.
 
IA como oportunidade, não apenas desafio
 
Embora o avanço da IA traga riscos à saúde mental, também oferece oportunidades inéditas de aprimorar processos, otimizar tarefas e liberar os trabalhadores para atividades de maior valor estratégico.
 
A abordagem recomendada pelo Dr. Ricardo Pacheco é justamente utilizar a tecnologia de forma consciente: “A inteligência artificial pode ser um catalisador para inovação e crescimento, mas é fundamental que as empresas coloquem o ser humano no centro. Quando isso acontece, o impacto positivo se reflete em produtividade, engajamento e bem-estar coletivo.”
 
O cenário atual exige que líderes, gestores de recursos humanos e profissionais de saúde ocupacional atuem de forma integrada, garantindo que a tecnologia seja um instrumento de progresso e não um fator de estresse.
 
Conclusão: inovação com responsabilidade social
 
O avanço da Inteligência Artificial é inevitável e transformador, mas seu sucesso depende da capacidade das empresas de equilibrar eficiência tecnológica com cuidado humano.
 
Dr. Ricardo Pacheco reforça que, ao adotar políticas que protejam a saúde mental e promovam ambientes de trabalho sustentáveis, as organizações não apenas respeitam seus trabalhadores, como também fortalecem sua competitividade e reputação no mercado. “O futuro do trabalho será definido por aqueles que souberem unir inovação, ética e humanização. A saúde mental dos trabalhadores precisa estar no centro dessa equação”, finaliza o especialista.
 
Sobre o Dr. Ricardo Pacheco
 
        Dr. Ricardo Pacheco é médico do trabalho, gestor em saúde e empresário, formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Iniciou sua trajetória com foco na saúde ocupacional e, ao longo dos anos, expandiu sua atuação para a promoção da saúde integral.
         Em 2001, fundou sua primeira empresa de saúde, que posteriormente consolidando-se como uma plataforma de referência no setor.
         Desde 2002, integra a ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho), assumindo a Diretoria de Ética e Legislação em 2008. Nessa posição, foi ouvinte na Câmara Técnica de Medicina do Trabalho, representando a entidade, e desenvolveu projetos importantes, como a implantação do Selo de Qualidade ABRESST e o apoio direto à presidência.
         Em 2019, tornou-se presidente da entidade, cargo que ocupa pelo terceiro mandato consecutivo, expandindo significativamente o impacto da entidade, que hoje assiste mais de 4 milhões de trabalhadores.
         Dr. Ricardo teve papel essencial na revisão e criação de Normas Regulamentadoras (NRs), como o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da NR-01, além da inclusão de riscos psicossociais nas normativas. Também participou da criação da NR-38, voltada à segurança dos trabalhadores na limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.
         Durante a pandemia da covid-19, liderou protocolos de segurança para grandes produções audiovisuais e promoveu eventos online pela ABRESST, orientando empresas e trabalhadores sobre boas práticas em SST. Ativamente presente nos principais congressos do setor, foi um dos responsáveis pela retomada da 25ª edição do COBRASEMT, um dos mais importantes eventos da área.
         Recentemente, participou do G20 no Brasil, abordando questões como estresse térmico e saúde ocupacional.
         Reconhecido por sua expertise, colabora com entidades como ANAMT e ABERGO e frequentemente participa de veículos de comunicação para divulgar temas relacionados à saúde e segurança do trabalho. Seu compromisso com inovação e resultados faz dele um dos grandes nomes da saúde ocupacional no Brasil.

Dr. Ricardo Pacheco, CRM-SP 87570 I RQE 22.683.
 

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SANDRA MARIA DA CUNHA
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FONTE: Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, palestrante, mentor e presidente da ABRESST.
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