Com aumento do B15, tecnologia de descarbonização exclusiva no Brasil reduz consumo, evita falhas em motores a diesel e diminui emissões de CO2

Transportadora Granero estima economia de 5% após aplicar a solução da Carbo Vapt em parte da frota. Segundo projeção da Carbo Vapt, se toda frota nacional de autônomos aplicasse a descarbonização de motores, impacto ambiental poderia chegar à preservação anual de 60 MM de árvores

CRISTIAN CESAR
27/08/2025 15h54 - Atualizado há 4 horas

Com aumento do B15, tecnologia de descarbonização exclusiva no Brasil reduz consumo, evita falhas em motores
Foto: Divulgação/Carbo Vapt

A Granero, transportadora especializada em mudanças e com atuação em todo território nacional, recorreu a uma tecnologia exclusiva para enfrentar os impactos no desempenho dos caminhões provocados pelo aumento do biodiesel no diesel, o B15, em vigor desde primeiro de agosto no Brasil. O procedimento, que limpa a câmara de combustão do veículo sem precisar desmontar o motor, permitiu à empresa reduzir em 5% o consumo de combustível, além de devolver o desempenho dos veículos e reduzir a manutenção precoce das peças. 

Por ano, a companhia consome quase 600 mil litros de diesel.  

“Começamos aplicando a descarbonização do motor em parte da frota e a economia foi imediata. Mesmo sem concluir em todos os veículos, já conseguimos observar uma redução significativa no consumo de combustível, o que equivale a cerca de 30 mil litros de diesel por ano, mas que pode ser ainda maior, já que nem todos os caminhões da nossa frota foram submetidos ao procedimento”, afirma Eduardo Muminhake, gestor de frota da Granero.  

A limpeza da câmara de combustão ajuda a evitar a concentração de resíduos que comprometem o desempenho do motor e acabam gerando maior consumo de combustível. Segundo Thelis Botelho, especialista em transportes e CEO da Carbo Vapt e da CarboFlix.  

"O biodisel tem até 12% de oxigênio em sua composição, isso faz com que ele oxide com mais facilidade, gerando resíduos que vão se acumular tanto na câmara de combustão quanto nos bicos", afirma. "O resultado disso é que a pulverização do combustível piora, a queima fica menos eficiente e, em pouco tempo, o motor começa a consumir mais e a exigir manutenção com uma frequência maior". 

O especialista aponta ainda outros fatores químicos do B15 que impactam no desempenho do motor. "O biodiesel é produzido a partir de gorduras vegetais ou animais, fazendo com que se torne alimento para bactérias, podendo favorecer a proliferação de microrganismos no tanque, o que pode causar entupimentos e comprometer o desempenho do motor", explica. 

Além da limpeza profunda da câmara de combustão, a mesma empresa também oferece o CarboZé, aditivo estabilizador formulado especialmente para os combustíveis brasileiros, incluindo um cuidado adicional com o diesel (B15) com até 15% de biodiesel. O produto encapsula a água, reduz a proliferação de bactérias e fungos e prolonga a vida útil do combustível. Inclusive para combustíveis armazenados, mesmo em condições climáticas extremas. 

Projeção: impacto ambiental em escala de política pública 

Além da performance, o impacto ambiental é expressivo. Segundo Muminhake, da Granero, a iniciativa contribuiu positivamente para auditorias ESG realizadas por clientes como o Itaú, que enxergaram no investimento um diferencial. 

Segundo projeção da própria Carbo Vapt, se os cerca de 2 milhões de caminhoneiros autônomos do país adotassem a tecnologia de descarbonização e obtivessem uma redução média de 5% no consumo, a economia mensal de emissões seria de 828 mil toneladas de CO₂. Isso equivale à preservação de mais de 5 milhões de árvores por mês — ou 60 milhões ao ano, com base na equivalência da SOS Mata Atlântica (1 árvore = 163,14 kg CO₂). 

A estimativa considera: 

  • média de 12.500 km rodados por mês por caminhão, 

  • consumo de 4 litros por km rodado, 

  • fator de emissão de 2,65 kg de CO₂ por litro de diesel  

Fontes: Scania e Ambipar 

Atenção ao futuro do diesel e do modal rodoviário 

O avanço da mistura obrigatória do biodiesel foi uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Porém, se não houver investimentos em tecnologias, como manutenção preventiva e periódica e uso de estabilizadores de combustível, o impacto pode ser inverso: aumento de falhas mecânicas, paralisações não programadas, elevação dos custos operacionais, sobrecarga logística e até mais emissões. 

“É fundamental garantir que o avanço do biodiesel traga ganhos ambientais sem comprometer a eficiência operacional da frota brasileira. Afinal, mais de 80% de tudo o que é transportado no país depende do modal rodoviário”, alerta Botelho. 

Sobre a Carbo Vapt 

A Carbo Vapt está presente em dez estados e já aplicou sua tecnologia exclusiva de descarbonização em mais de seis mil veículos. Em plena expansão, a empresa tem como meta alcançar todas as regiões do país com mais de 200 unidades ativas até o final de 2026. Esse avanço reforça o compromisso da Carbo Vapt com o mercado e com a transformação do transporte brasileiro - promovendo mais performance, economia e sustentabilidade. 

 


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CRISTIAN CESAR RODRIGUEZ DA SILVA
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FONTE: Fonte: Agência Fato Relevante
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