*Por Ésio Pellissari
O SaaS (Software as a Service) foi uma quebra de paradigma em que empresas grandes e com equipes consideráveis de TI desenvolveram para automatizar seus processos. O SaaS permite contratar soluções em nuvem, através do pagamento mensal de uma assinatura e uso imediato, excluindo a necessidade de investir em infraestrutura, servidor ou licenças complexas.
É um modelo de software que permite que empresas de qualquer porte automatizem fluxos, como: cadastro de clientes, emissão de notas, controle de vendas, cobranças e até mesmo atendimento via chatbot, de forma rápida e escalável. Com o SaaS, e a depender da complexidade dos processos ou soluções para o negócio, customizações serão necessárias, o que pode partir de integrações diversas ou da lógica de negócio mais complexa. Entretanto, nem todo SaaS está pronto para isso, um fato que pedirá estudos mais aprofundados no momento de decidir por esse modelo de software, a exemplo das atualizações automáticas, que são uma vantagem, mas precisam ser bem controladas, pois podem afetar funcionalidades críticas.
Vantagens do SaaS para os empreendimentos tecnológicos
A velocidade e a facilidade de integração com o SaaS são as mais latentes. Nessa lista, pode-se incluir:
Invariavelmente, o SaaS é um bom modelo de software que deve ser escolhido com critério. Para empresas de tecnologia, principalmente fintechs ou plataformas que atuam com dados sensíveis, o SaaS precisa estar em conformidade com normas como o PCI DSS, LGPD e oferecer boas práticas de segurança e criptografia.
Redução de custos oferecida pelo SaaS
O principal benefício do SaaS é a redução de infraestrutura física e de grandes equipes de suporte internas, pois a solução permite à organização parar de adquirir ativos e de ter o trabalho contábil com sua obsolescência; esse modelo de solução também permite que a equipe atue em um formato mais enxuto, uma ação que permitirá a diminuição de custos e o aumento no investimento do próprio SaaS. Além disso:
Deve-se lembrar que atualizações automáticas não são de graça. Elas fazem parte do serviço contratado, e podem gerar custos diretos ou indiretos. Um bom exemplo disso está na AWS: se a empresa decide utilizar os Kubernetes, que podem ser atualizados manualmente, a própria AWS passa a cobrar o dobro para manter versões antigas (obsoletas). Ou seja, o que parece "conveniência automática" pode virar despesa se a empresa não estiver atenta ao ciclo de atualização, ação passível de monitoramento.
*Ésio Pellissari é Consultor de TI e Consultor de Infraestrutura e Segurança na Kstack.
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LÍVIA IKEDA MARTINS
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