É possível começar a relação mãe e filha na gestação? Terapeuta explica

Especialista Lari Pedrosa destaca a importância da conexão emocional entre mãe e filha antes mesmo do nascimento

MáRCIA STIVAL ASSESSORIA
04/04/2025 15h55 - Atualizado há 16 horas

É possível começar a relação mãe e filha na gestação? Terapeuta explica
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Nas últimas semanas, algumas famosas compartilharam a alegria da maternidade, anunciando que estão grávidas. Carol Peixinho, Dani Calabresa e Natália Valente são algumas das futuras mamães, assim como Bruna Biancardi, Manu Gavassi e Brunna Gonçalves, que já estão na reta final da gestação. Com certeza, todas já sentem um amor enorme pelos bebês que estão a caminho. Mas será que essa relação realmente começa na gestação?

Muito antes do nascimento, a relação entre mãe e filha já começa a ser construída. No ventre, a bebê não apenas cresce fisicamente, mas também sente, escuta e percebe o mundo através da mãe. Mais do que um período de formação biológica, a gestação é uma experiência de vínculo emocional profundo.

A terapeuta sistêmica, facilitadora e escritora, Lari Pedrosa, explica que esse laço se inicia desde os primeiros momentos da gravidez. “O útero materno é o primeiro ambiente de acolhimento para a filha. Na gestação, a mãe é casa, é chão, é o primeiro som, ritmo e caminho. É também o primeiro amor e o primeiro colo. Já a filha, ainda tão pequena e tão presente, sente, escuta e memoriza o mundo através do corpo da mãe”, afirma.

Pesquisas apontam que o bebê já responde aos estímulos externos dentro do útero, e as emoções maternas desempenham um papel essencial nessa percepção. Se a mãe está tranquila, ansiosa ou feliz, esses sentimentos são transmitidos à filha de forma sutil, influenciando seu desenvolvimento emocional.

Lari Pedrosa ressalta a importância da consciência materna nesse processo. “Quando uma mãe se conecta com a gestação de forma amorosa e consciente, ela fortalece esse vínculo antes mesmo do nascimento”.

Essa conexão não significa que a mãe precisa estar sempre feliz ou plena. A especialista explica que a autenticidade é fundamental. “Não se trata de esconder emoções difíceis, mas sim de reconhecê-las e acolhê-las. A filha sente não apenas o amor da mãe, mas também sua verdade. Quando a mãe se permite sentir e se expressar de maneira genuína, ela ensina à filha, mesmo sem palavras, que todas as emoções são bem-vindas”.

Existem diversas formas de nutrir essa relação desde o ventre. Uma delas é a comunicação afetiva, seja por meio de palavras, música ou simples momentos de conexão. “O bebê ouve a voz da mãe e responde a estímulos sonoros. Cantar, conversar e demonstrar carinho são maneiras eficazes de criar um vínculo ainda mais forte”, sugere Lari Pedrosa.

Além disso, momentos de introspecção podem ser muito poderosos. “A mãe pode reservar alguns minutos do dia para se conectar com sua filha, colocando as mãos na barriga, respirando profundamente e mentalizando boas intenções para essa nova jornada. Essas pequenas práticas fazem toda a diferença na construção desse elo afetivo”, complementa a terapeuta.

O toque também é uma ferramenta essencial nesse processo. “Cada carinho na barriga, cada conversa sussurrada e cada lágrima sentida é uma semente de vínculo e amor. Ele comunica ao bebê que ele é esperado, desejado e amado. A filha pode não compreender racionalmente, mas ela sente essa presença e esse amor desde o início”.

Muitas mães acreditam que a conexão com a filha começa apenas após o parto, mas Lari Pedrosa reforça que esse laço já está sendo tecido muito antes. “Quando a mãe percebe que sua filha já existe como um ser único, com suas próprias emoções e sensações, mesmo dentro do útero, algo muito especial acontece. A relação mãe e filha não começa no nascimento, ela apenas se transforma e se expande a partir dele. Por isso, a gestação não é apenas um tempo de espera. É um tempo de encontro, de construção e de formação de uma história real de amor”, finaliza.


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MARCIA ROSANE STIVAL
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