O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) adotou na terça (2) uma resolução que acusa Israel de cometer violações de direitos humanos e ações ilegais. O texto expressa "uma profunda preocupação com as declarações de autoridades israelenses que parecem constituir uma incitação ao genocídio, e exige que Israel respeite sua responsabilidade legal de prevenir o genocídio".
A resolução foi adotada por 27 dos 47 membros do Conselho do texto, com votação proposta pela maioria dos membros da Organização para a Cooperação Islâmica, e ocorreu após Israel retomar os ataques contra o Hamas após uma trégua de quase dois meses, com a recusa do grupo terrorista de colaborar com o acordo. O texto acusa Israel de adotar a fome como tática de guerra e reivindica "assistência humanitária sem obstáculos e o restabelecimento urgente de produtos essenciais para a população palestina da Faixa de Gaza".
Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores de Israel condenou severamente a “desprezível resolução”, apontando que o Conselho não condena o Hamas pelo massacre de 7 de outubro de 2023, pelos contínuos atentados terroristas perpetrados contra Israel e tampouco pelos crimes sexuais comprovadamente cometidos por membros do grupo ou pelo fato de 59 reféns ainda estarem sendo mantidos. “O que a resolução contém é uma coleção de mentiras sem fundamento contra Israel, promovido mais uma vez por uma instituição enviesada e anti-Israel. Se alguém ainda se pergunta por que essa instituição distorcida deve deixar de existir, hoje essas pessoas receberam mais uma resposta clara e inequívoca”, consta na mensagem oficial.
O presidente israelense Isaac Herzog também condenou a resolução do CDH, afirmando que a posição da ONU representa “a mais alta forma de culpabilização da vítima e a mais baixa forma de clareza moral”. Herzog citou o depoimento de Amit Soussana, uma refém libertada que sofreu abuso sexual perpetrado pelos terroristas do Hamas enquanto estava em cativeiro, e apontou divergência nas ações de instituições internacionais e o Conselho da ONU.
“Enquanto investigações de instituições proeminentes como o Parlamento do Reino Unido, e até mesmo a própria ONU, provam inequivocamente a natureza sistemática e premeditada da violência sexual e dos crimes cometidos pelo Hamas, o chamado Conselho de Direitos Humanos da ONU busca acusar Israel de ataques baseados em gênero. Em vez de condenar o terrorismo brutal, ele difama aqueles que defendem vidas inocentes. O CDHNU há muito tempo abandonou a integridade moral, mas mesmo pelos seus padrões, isso é um novo ponto baixo - encobrir as atrocidades do Hamas enquanto ignora a dor e a agonia israelenses não é 'justiça', é um insulto à verdade e à decência. É um insulto à humanidade”, afirmou o presidente de Israel.
Para André Lajst, presidente-executivo da StandWithUs Brasil, essa de fato é mais uma situação que comprova o viés anti-Israel adotado pela ONU. O especialista em Oriente Médio afirma que o tratamento desigual da ONU em relação a Israel já vem de longa data, com um histórico extenso de preconceito e perseguição, mas esse viés tem ficado cada vez mais claro desde os atentados terroristas do Hamas de 7 de outubro. "É lamentável e inadmissível que um órgão como a ONU, bem como suas agências, criadas com os propósito de promover a paz entre as nações depois da Segunda Guerra Mundial, tenha esse posicionamento de condenar desproporcionalmente um país que defende seu povo após sofrer o maior atentado terrorista da sua história, enquanto ignora não só atrocidades feitas com a população israelense, mas também as ações de diversas ditaduras sanguinárias pelo mundo”, aponta. Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
LAURA CASAGRANDE ALEGRE
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