A tecnologia como aliada dos supermercados: eficiência, controle e experiência do cliente

Soluções tecnológicas melhoram a gestão de supermercados, reduzem desperdícios e facilitam o dia a dia do consumidor dentro da loja. Mas para aproveitar todos os benefícios é preciso saber como usar essas ferramentas estrategicamente

FERNANDO FISCHER
18/03/2025 13h09 - Atualizado há 2 semanas
A tecnologia como aliada dos supermercados: eficiência, controle e experiência do cliente
Divulgação
A transformação digital está mudando a forma como os supermercados operam, trazendo mais controle de gestão, redução de desperdícios e melhor experiência para o consumidor. Mas, para aproveitar ao máximo as vantagens que a tecnologia oferece, é essencial entender como utilizá-la de forma estratégica.

De acordo com Pedro Della’Nora, empresário do setor supermercadista, um dos primeiros passos para uma gestão eficiente é a escolha do software mais adequado para cada necessidade. “Hoje no Brasil existem pelo menos três grandes softwares para supermercados, além de diversas outras opções muito boas também. O mais importante é que o sistema conte com as funções essenciais, como cálculo correto de margem e precificação em geral, controle de custos dos produtos, relatórios de vendas, lançamento financeiro, conciliação bancária”, explica.

Investimento em tecnologia: custo ou benefício?

Muitos empresários acreditam que sistemas sofisticados são um investimento caro, mas Della’Nora ressalta que o custo-benefício depende muito da utilização correta. “Existem softwares que custam R$ 500 por mês e outros que chegam a R$ 5 mil. O segredo está em aproveitar todas as funcionalidades disponíveis. Eu costumo dizer que um sistema é como uma Ferrari: de nada adianta ter uma na garagem se você não souber pilotar”.

Para novos empreendedores, a recomendação é que a tecnologia esteja presente desde o início. “Se você começa um supermercado sem um bom sistema, não tem controle dos números. Já com um sistema adequado, consegue acompanhar tudo, desde o estoque até fluxo de caixa”, comenta Della’Nora.

A experiência do cliente e a personalização do atendimento

Além da gestão interna, a tecnologia também melhora a experiência do consumidor dentro dos supermercados. Della’Nora destaca que ferramentas como de análise de layout de produtos, por exemplo, ajudam a otimizar as vendas. “Se eu reorganizo um produto para ficar na altura dos olhos do cliente, consigo medir pelo sistema se houve impacto positivo nas vendas daquela seção”, exemplifica. “Existem diversos sistemas muito bons voltados para a análise do comportamento do cliente”.

Outro fator essencial são os programas de fidelidade, que auxiliam no relacionamento com o público. “Aplicativos de fidelidade permitem conhecer melhor os hábitos dos clientes, oferecer promoções personalizadas e aumentar o ticket médio. Isso dá ao pequeno e médio supermercado uma vantagem competitiva muito boa em relação às grandes redes”.

O equilíbrio entre tecnologia e atendimento humanizado

Mesmo com todas essas vantagens, Della’Nora destaca, porém, que a tecnologia deve ser usada com cautela para não afastar o calor humano do atendimento. “O supermercado tem que manter sua essência. Se tudo for muito robotizado, você perde o diferencial em relação às grandes plataformas de e-commerce. A tecnologia deve ser uma aliada, mas não pode substituir o contato humano, aquela gentileza que faz toda a diferença”.

Além disso, o empresário ressalta que, mesmo com tanta tecnologia, o ser humano sempre será um agente fundamental para analisar e guiar as estratégias do negócio. “As tecnologias ajudam nos dados, facilitam no dia a dia, mas não vão substituir o ser humano analisando esses dados e aplicando estratégias eficazes para o aumento das vendas e da lucratividade”.

Dentre as inovações tecnológicas que devem ganhar espaço no setor nos próximos anos, ele cita o self-checkout como uma das que mais deve crescer. “O caixa de autosserviço já é uma realidade em muitas redes e tende a crescer ainda mais, pois ele facilita o dia a dia do cliente, torna a ação toda mais simples e rápida”.

Pequenos e médios supermercados conseguem competir no aspecto tecnológico?

Para Della’Nora, a resposta é sim. Com o uso inteligente das tecnologias que o mercado coloca à disposição dos empresários do setor, mesmo os pequenos mercados podem concorrer com as grandes redes. “Quem souber explorar as vantagens que a tecnologia proporciona, vai sempre contar com um bom diferencial. A digitalização do setor supermercadista é um caminho sem volta, e aqueles que souberem utilizar isso de forma estratégica sairão na frente”, completa o empresário.

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FERNANDO BOVO FISCHER
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