divulgação
São Paulo, março de 2025 - O HPV, vírus que pode ser transmitido por contato pele a pele e pele-mucosa, é a principal causa de câncer de colo de útero, além de estar relacionado a outros tipos de cânceres, como o de pênis, ânus, vulva, orofaringe e vagina. Isso acontece, pois, quando o vírus persiste no organismo, pode causar lesões precursoras que, se não tratadas, podem evoluir para câncer.
Apesar do câncer de colo de útero ser o terceiro mais comum entre as mulheres, o HPV e suas lesões podem ser facilmente evitados com uma medida simples de prevenção: "Uma das maneiras mais eficazes e seguras de prevenir o HPV é tomando a vacina. Em bula, a vacina é indicada para homens e mulheres de 9 a 45 anos. No entanto, na rede pública, há uma limitação maior de idade para a vacinação, sendo indicada para meninos e meninas dos 9 aos 14 anos, já que existe a resposta da imunidade é melhor nestas idades, podendo receber um número menor de doses segundo o Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Brasil. Vale lembrar que imunodeprimidos e vítimas de violência sexual também podem receber vacina na rede pública pelo PNI. Ao se vacinar, você não está apenas se protegendo de algumas cepas do HPV, que podem causar câncer, mas também está ajudando a evitar que o vírus se espalhe para outras pessoas", alerta a ginecologista da Clínica Terra Cardial, Dra. Márcia Fuzaro Terra Cardial.
Além da vacinação, realizar exames de check-up anualmente, como o papanicolau, ajudam a identificar o câncer de colo de útero de forma precoce. "Quanto mais cedo for detectado, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura. O câncer de colo de útero geralmente se desenvolve lentamente, começando com lesões provocadas pelo HPV que, se identificadas a tempo, podem ser tratadas antes de se tornarem malignas" explica o Dr. Caetano da Silva Cardial, membro da Comissão de Ginecologia Oncológica da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) e Cirurgião Oncológico da Clínica Terra Cardial.
A seguir, os especialistas da Clínica Terra Cardial compartilham as principais dúvidas que recebem em seus consultórios sobre o assunto:
O HPV afeta apenas mulheres ou também pode atingir homens? O HPV afeta tanto homens quanto mulheres. Nos homens, ele pode causar verrugas genitais e lesões precursoras do câncer de pênis, ânus e orofaringe (garganta). Já nas mulheres, o vírus está diretamente ligado ao câncer de colo de útero, além de também poder causar câncer na vulva, vagina, ânus e orofaringe.
Quais são os principais mitos sobre o HPV? "O HPV não tem cura", na maioria dos casos, o próprio sistema imunológico elimina o vírus naturalmente.
"Ter HPV significa que a pessoa terá câncer", apenas alguns tipos do vírus são oncogênicos, e a maioria das infecções não evolui para câncer.
"HPV só afeta pessoas promíscuas ou quem tem múltiplos parceiros", o vírus pode ser transmitido mesmo em relacionamentos monogâmicos.
A vacina contra o HPV realmente protege contra todos os tipos do vírus? A vacina contra o HPV protege contra os tipos mais perigosos e mais comuns do vírus. Ela cobre nove tipos virais, sendo dois tipos não oncogênicos, responsáveis por verrugas genitais, e sete tipos oncogênicos, incluindo os HPV 16 e 18, que causam 70% dos casos de câncer de colo de útero.
Apesar de existirem mais de 200 tipos de HPV (sendo 40 que afetam a região genital), a vacina reduz significativamente o risco de desenvolver câncer e verrugas genitais.
Ter HPV significa que a mulher vai desenvolver câncer de colo de útero? Não necessariamente. Muitas mulheres eliminam o vírus naturalmente ou tratam lesões pré-cancerígenas antes que elas evoluam. O câncer de colo de útero leva anos para se desenvolver, e exames regulares como o Papanicolau e o teste de HPV permitem detectar qualquer alteração precocemente.
O preservativo ajuda a prevenir o HPV? O preservativo ajuda a reduzir o risco de transmissão do HPV, mas não oferece proteção completa. Isso porque o HPV pode ser transmitido por contato pele a pele nas áreas não cobertas pelo preservativo, como a vulva, escroto e região genital externa. Mesmo assim, o uso de preservativo continua sendo uma forma importante de proteção contra várias infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HPV, diminuindo o risco de contágio e suas complicações.
Os especialistas destacam, por fim, que o autocuidado e o acompanhamento médico são essenciais: "Ao notar qualquer sintoma, como verrugas ou coceira excessiva, é fundamental procurar um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento precoce", finaliza a Dra. Marcia Fuzaro Terra Cardial.
Sobre os especialistas:
Dra. Marcia Fuzaro Terra Cardial é graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC (1986), Doutora e Mestre em Medicina (área de concentração em tocoginecologia) pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Atualmente, Dra. Marcia é professora associada da Faculdade de Medicina do ABC, Chefe do setor de PTGI e colposcopia, membro da CNE FEBRASGO de PTGI, membro da FEBRASGO, membro da Sociedade Brasileira de Laser e Presidente da ABPTGIC - Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia.
Dr. Caetano Silva Cardial é Mastologista e Cirurgião Oncológico, Membro titular da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Membro da Comissão Nacional de Especialidades de Ginecologia Oncológica da FEBRASGO, Mestre em Ginecologia pela Santa Casa de São Paulo, Professor de Ginecologia Oncológica da Faculdade de Medicina ABC, além de membro de várias sociedades médicas internacionais.
Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
Letícia Gonçalves dos Santos
[email protected]