São Paulo, fevereiro de 2025 - O estresse pode ser prejudicial para a saúde e, pode afetar o coração. No dia a dia, principalmente em momentos que o estresse vem à tona, nosso cérebro interpreta uma situação de risco ou de desafio, onde ele libera diversos hormônios e substâncias químicas, como a adrenalina, o cortisol e a norepinefrina.
Um estudo publicado na revista The Lancet revelou que a atividade aumentada na amígdala cerebral, região responsável pelo processamento de emoções como medo e raiva, está associada a um risco maior de desenvolver doenças cardiovasculares. Os pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard acompanharam 292 pacientes durante quase quatro anos e observaram que aqueles com maior atividade na amígdala tinham maior probabilidade de sofrer eventos cardíacos, como ataques cardíacos e derrames.
O estudo sugere que, sob estresse, a amígdala envia sinais para a medula óssea produzir mais células brancas, causando inflamação nas artérias e aumentando o risco de problemas cardiovasculares. Segundo o cardiologista e nutrólogo, Dr. Annibal de Barros Júnior, é importante gerenciar o estresse pensando também na prevenção das doenças cardíacas. “Concordando com os pesquisadores, o estresse crônico precisa ser tratado como um fator de risco significativo, assim como o tabagismo e a hipertensão”.
De acordo com o especialista, é necessário que pacientes em situações de risco recebam apoio para controlar o estresse, “incluindo mudanças no estilo de vida, como cessação do tabagismo, redução do consumo de álcool e adoção de uma dieta equilibrada”. Além disso, técnicas de relaxamento e meditação podem ser eficazes no controle do estresse psicológico crônico, contribuindo para a saúde cardiovascular.
Enxergar o estresse como um fator de risco tão relevante quanto a hipertensão ou o tabagismo é um passo importante para a medicina e para a saúde pública. Mais do que apenas sugerir mudanças de hábito, é essencial repensar como o bem-estar emocional é tratado na prevenção de doenças cardiovasculares. “Compreender e amenizar os efeitos do estresse pode ser tão crucial quanto qualquer outro cuidado tradicional com o coração”, finaliza Dr. Annibal.
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Letícia Gonçalves dos Santos
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