Cinco dúvidas mais comuns que impactam nas doações de sangue

Professor esclarece dúvidas para estimular as doações e ajudar os hemocentros de todo o país

JULIA ESTEVAM
14/02/2025 17h55 - Atualizado há 1 mês
Cinco dúvidas mais comuns que impactam nas doações de sangue
Banco Uninter

Nos primeiros meses do ano, frequentemente, os hemocentros de todo o país enfrentam uma queda significativa nos seus estoques de sangue, pois a quantidade de doações cai bastante, neste período de férias para boa parte da população, com viagens e outras atividades de lazer.

Mas férias é motivo para não doar? Não! O enfermeiro Dimas de Almeida Araújo, pós-graduando em Enfermagem em Saúde Pública e Saúde da Família e professor do Centro Universitário Internacional Uninter, explica que doar sangue é fazer a diferença na vida de outras pessoas e que apenas uma doação pode ajudar até quatro vidas.

No geral, a maioria das pessoas pode doar sangue e ajudar a salvar muitas vidas. Os requisitos incluem ter entre 16 e 69 anos de idade, pesar mais de 51 quilos com um Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 18,5, e não fazer uso de certos medicamentos especificados. O especialista responde aqui as principais dúvidas que ainda confundem a maioria das pessoas elegíveis para a doação de sangue. Saiba mais:

A doação de sangue prejudica a saúde do doador?

Não. A doação de sangue não prejudica a saúde do doador, nem enfraquece o seu sistema imunológico. Ao contrário, estudos demonstram que doar sangue é seguro e pode até mesmo trazer benefícios à saúde, como a redução do risco de doenças cardiovasculares.

Doar sangue altera o peso corporal e deixa a pessoa fraca?

A doação de sangue não tem impacto significativo no peso ou na saúde física do doador. Em cada doação são retirados aproximadamente 450 ml de sangue e o corpo humano possui entre 4,5 e 6 litros de sangue. Além disso, o organismo repõe todo o volume de sangue doado nas primeiras 24 horas após a doação.

Quem teve Covid-19 e dengue pode doar sangue?

Algumas enfermidades, como a Covid-19a dengue, a febre amarela, malária ou herpes zoster podem impedir a doação de sangue enquanto estiverem ativas no corpo. Por isso, é importante respeitar os períodos de tempo que garantam a cura desses problemas de saúde e garantam que o doador não possua mais nenhum vírus ativo no corpo. Normalmente, há um período de quarentena de um mês entre a infecção e a liberação para a doação. No caso de dengue hemorrágica, esse período é de seis meses. Mas, uma vez sã, a pessoa pode doar seu sangue no futuro.

Existem doenças que impedem a doação?

Sim. Existem doenças e condições físicas que impedem a doação. Portadores de doença de Parkinson; quem teve hepatite após os 11 anos de idade; quem já teve hepatite B ou C em qualquer momento da vida; e quem já passou teve Doença de Chagas não podem doar sangueTambém é impedido de doar quem possui qualquer evidência de enfermidade sanguínea infecciosa, como Aids ou que tenha o vírus HIV, doenças associadas aos vírus HTLV 1 e 2 e também quem faz uso de drogas ilícitas injetáveis.

Posso doar depois de tomar alguma vacina?

O doador deve apresentar a sua carteira de vacinação no dia da doação. Vacinas para hepatite B, por exemplo, impedem a doação por 48 horas. Já a vacina da influenza (gripe) impede a doação por quatro semanas. Por isso, é importante que o hemocentro conheça o histórico de vacinação do doador.


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JULIA CRISTINA ALVES ESTEVAM
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