Estudante da rede municipal de SP recebe equipamento de leitura em Braille
Projeto-piloto da Prefeitura de São Paulo busca ampliar a autonomia de alunos com deficiência visual e prevê capacitação dos profissionais da escola.
Imagem: Divulgação / SME - Prefeitura de SP
Uma estudante do 9º ano da Rede Municipal de Ensino de São Paulo recebeu a primeira Linha Braille disponibilizada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), em parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos. A entrega ocorreu na terça-feira (6), na EMEF Paulo Setúbal, como parte de um projeto-piloto que busca ampliar a acessibilidade tecnológica e a autonomia de alunos com deficiência visual.
O equipamento permite acompanhar conteúdos digitais por meio de caracteres em Braille formados por pinos que se movimentam em uma linha tátil. Conectado a computadores, celulares ou tablets, o dispositivo possibilita ler textos, consultar informações e fazer anotações com um teclado próprio. A tecnologia também permite acessar arquivos utilizados pelos colegas e compartilhar produções durante atividades escolares.
Com o recurso, a estudante poderá participar de propostas individuais e coletivas com maior independência, reduzindo a necessidade de transcrição manual dos conteúdos por outras pessoas. A ferramenta também favorece a interação com professores e colegas, ampliando as possibilidades de participação nas aulas e nos trabalhos em grupo.
A implementação inclui capacitação e acompanhamento da equipe escolar. A Fundação Dorina Nowill ficará responsável por orientar a estagiária, a professora da sala comum e o profissional do Atendimento Educacional Especializado (AEE), além de fornecer materiais de apoio. O acompanhamento será semanal, presencial ou remoto, e a instituição também responderá pela manutenção e pelos reparos do equipamento durante o período de empréstimo.
A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação entre a SME, por meio da Coordenadoria Pedagógica, e a Fundação Dorina Nowill, em vigor desde dezembro de 2025. Segundo as informações divulgadas, a rede municipal possui mais de mil estudantes com deficiência visual, e outros quatro estão em avaliação para possível recebimento da tecnologia. A proposta é estudar a ampliação do projeto para alunos que tenham condições de utilizar o dispositivo.
A parceria também desenvolve outras iniciativas de acessibilidade, como formação de professores para o uso do LEGO Braille Bricks, produção de livros sensoriais e oferta de recursos acessíveis para o Ensino Fundamental. Entre as ações está ainda o projeto Fundação Dorina Itinerante, realizado no CEU Parelheiros.