Mortalidade por infarto cai de 30% para 4% na rede municipal de São Paulo

Prefeitura atribui resultado a protocolos de atendimento e ao uso de trombolíticos em 100% das unidades de urgência; quase 5 mil pacientes receberam medicamento entre 2024 e julho de 2026.

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Mortalidade por infarto cai de 30% para 4% na rede municipal de São Paulo
Imagem ilustrativa

O índice de mortalidade de vítimas de infarto atendidas na rede municipal de saúde de São Paulo caiu de 30% para 4%. De acordo com a gestão municipal, a redução é resultado de protocolos que organizam o percurso do paciente e diminuem o tempo entre a identificação dos sintomas, o diagnóstico e o início do tratamento. Foram estruturadas linhas de cuidado para o Infarto Agudo do Miocárdio e para o Acidente Vascular Cerebral, integrando diferentes pontos da rede de urgência e emergência e ampliando o acesso à terapia de reperfusão.

O tratamento utiliza medicamentos trombolíticos, que dissolvem coágulos responsáveis pela obstrução das artérias e restabelecem o fluxo sanguíneo. Segundo a Prefeitura, o fornecimento desses medicamentos atinge 100% da rede municipal de urgência e é totalmente custeado pelo município. No caso do infarto, 4.901 pacientes receberam trombolítico entre 2024 e julho de 2026. No AVC isquêmico, foram 425 procedimentos em 2023, 539 em 2024 e 754 em 2025, alta de 39,9%, além de 414 trombólises de janeiro a julho de 2026. A indicação da trombólise depende do tipo de ocorrência, do tempo desde o início dos sintomas e de critérios médicos.

No fluxo do infarto, o atendimento envolve acolhimento, classificação de risco e realização e interpretação do eletrocardiograma, com tempo médio de 10 minutos para diagnóstico e de 30 minutos para administração do trombolítico quando indicado. Pacientes elegíveis com supra de ST recebem Tenecteplase e são encaminhados para cateterismo em até 24 horas; nos casos sem supra, o prazo pode ser de até 72 horas. Atualmente, 84 equipamentos entre AMAs, UPAs e hospitais estão preparados para o uso do medicamento, com cobertura de 100% das unidades pré-hospitalares. A rede realiza cerca de 600 cateterismos por mês e menos de 3% dos casos evoluem para cirurgia cardíaca aberta.

No AVC isquêmico, o tratamento ocorre dentro da janela terapêutica de 4,5 horas. O tempo porta-agulha, entre a chegada e a administração do medicamento, tem média municipal de 45 minutos, com meta de 30 minutos. O diagnóstico é feito por tomografia nos hospitais gerais, o que exige deslocamento em casos atendidos em UPAs. O Hospital Municipal Alípio Corrêa Netto obteve média de 25 minutos entre 2024 e 2026 e recebeu o reconhecimento Angel WSO Diamante, assim como o Hospital da Brasilândia em 2025 e o Tide Setúbal em 2026, além de outros seis hospitais certificados.

A estratégia da Linha de Cuidado do AVC 360º, iniciada em setembro de 2025 na zona sul e em expansão para as zonas norte e leste, acompanha o paciente desde o reconhecimento dos sinais até a reabilitação, integrando Samu, UPAs, hospitais, Centros Especializados em Reabilitação e atenção primária. Mais de 2.800 profissionais de UPAs foram capacitados e o Telestroke, com suporte do aplicativo Join, oferece neurologistas 24 horas em 16 hospitais municipais, com 1.755 discussões até maio de 2026. No Samu, a avaliação inclui a Escala de Cincinnati e pré-notificação ao hospital, com aumento de 62% nos atendimentos regulados confirmados pela escala BE-Fast. De janeiro de 2023 a julho de 2026, foram 13.800 internações por infarto e 9.394 por AVC na rede municipal, além de 125,9 mil consultas de cardiologia no primeiro semestre de 2026.


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