São Paulo realiza mais de 420 mil testes do pezinho ampliados e reforça diagnósticos precoces
Em parceria com o Instituto Jô Clemente, exames gratuitos na rede municipal cobrem até 50 doenças raras e metabólicas desde os primeiros dias de vida do bebê.
Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP
A comemoração do Dia Nacional do Teste do Pezinho, em 6 de junho, ressalta o papel da triagem neonatal biológica na prevenção e no diagnóstico precoce de enfermidades na infância. A Prefeitura de São Paulo, por meio de uma cooperação técnica com o Instituto Jô Clemente (IJC), consolidou a aplicação da Triagem Neonatal Ampliada (TNA) na rede pública municipal. O procedimento gratuito viabiliza a identificação precoce de até 50 patologias de origens genéticas, metabólicas, imunológicas e infecciosas.
O balanço operacional da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) aponta que, entre os anos de 2021 e 2025, foram executados 420.434 exames de triagem neonatal ampliada na capital paulista. No mesmo intervalo, o município realizou testes laboratoriais confirmatórios para dar suporte aos diagnósticos, divididos em 670 exames metabólicos, 1.177 imunológicos e 943 genéticos. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, o cronograma assistencial da pasta já contabiliza a efetivação de 27.268 triagens neonatais.
O exame é disponibilizado em todas as maternidades públicas da rede municipal de saúde e deve ser realizado por meio da coleta de gotas de sangue do calcanhar do recém-nascido, preferencialmente após as primeiras 48 horas de vida e até o sétimo dia após o parto. Caso o procedimento não seja concluído no ambiente hospitalar de origem, os pais ou responsáveis devem encaminhar o lactente à Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência geográfica da residência da família.
O escopo da triagem neonatal foi expandido no município para além do painel básico — que tradicionalmente investiga o hipotireoidismo congênito, a fibrose cística, a hiperplasia adrenal congênita, a deficiência de biotinidase, a fenilcetonúria e as hemoglobinopatias, como a doença falciforme. Com a ampliação, o protocolo laboratorial passou a detectar a toxoplasmose congênita, galactosemias, a deficiência de G6PD, erros inatos da imunidade (incluindo a imunodeficiência combinada grave - SCID) e erros inatos do metabolismo. Caso o monitoramento acuse alterações, o programa aciona o protocolo de "Busca Ativa" para exames complementares imediatos.