Atendimentos a fumantes na rede municipal de SP crescem mais de 2.300% entre 2021 e 2025
Secretaria Municipal da Saúde reforça ações de tratamento e alerta para riscos de cigarros eletrônicos no Dia Mundial Sem Tabaco.
Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP
A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) de São Paulo reforça as ações de prevenção e tratamento do tabagismo em decorrência do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado em 31 de maio. A rede municipal registrou um aumento de 2.315,44% no número de atendimentos em atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco entre 2021 e 2025. O volume de atendimentos passou de 829 para 20.024 no período, somando 4.171 registros até 15 de abril de 2026.
As 482 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital paulista funcionam como porta de entrada para o tratamento, que abrange cigarros convencionais e eletrônicos. O protocolo estabelece três meses de tratamento intensivo e um ano de acompanhamento, incluindo grupos terapêuticos, orientações sobre abstinência e gatilhos psicológicos, técnicas de relaxamento e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (Pics), além de suporte medicamentoso para casos de maior dependência de nicotina.
Dados do Inquérito de Saúde da Capital (ISA Capital 2024) apontam que 14,2% da população paulistana com 10 anos ou mais se declara fumante. O índice atual demonstra uma redução em relação aos levantamentos de 2003 e 2008, quando as taxas eram de 18,9% e 19,3%, respectivamente. O estudo indica que a prevalência é de 2,6% entre adolescentes, 13,8% entre mulheres adultas, 14,4% entre idosos e atinge o patamar mais elevado entre homens adultos, com 19,7%.
A SMS emitiu um alerta sobre os riscos associados aos cigarros eletrônicos e vapes, ressaltando que esses dispositivos contêm substâncias tóxicas causadoras de dependência química, além de doenças respiratórias e cardiovasculares. O órgão pontuou ainda os impactos da exposição passiva à fumaça e aos resíduos tóxicos retidos em roupas e superfícies, que se configuram como fatores de risco para problemas respiratórios e alergias.
O acesso ao tratamento na rede municipal ocorre por procura espontânea ou via encaminhamento médico em consultas de rotina. Os cidadãos interessados em integrar os grupos de apoio devem se dirigir à UBS de referência do seu território, cujas localizações estão mapeadas na plataforma Busca Saúde da prefeitura.