Comissão de Saúde realiza audiência de prestação de contas do primeiro quadrimestre de 2026

Secretaria Municipal da Saúde apresenta balanço orçamentário; moradores, vereadores e secretário debatem demandas do SUS na capital.

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Imagem: Douglas Ferreira / Rede Câmara SP

A Comissão de Saúde, Promoção Social, Trabalho e Mulher da Câmara Municipal de São Paulo realizou uma audiência pública nesta quarta-feira (27) para a prestação de contas da Secretaria Municipal da Saúde.

O debate, que cumpre as diretrizes da Lei Complementar federal nº 141/2012, detalhou as ações e a execução orçamentária entre janeiro e abril de 2026. A pasta conta com um orçamento anual aprovado de R$ 24,1 bilhões para a gestão do SUS na capital, tendo registrado uma arrecadação de R$ 33,1 bilhões no primeiro quadrimestre, com despesas empenhadas em R$ 5,8 bilhões.

Durante a sessão, munícipes manifestaram demandas sobre a rede pública. O conselheiro Tarcisio de Faria questionou a desativação de uma unidade na região central, afirmando que fecharam o hospital em 2024, quando este poderia ter sido transferido, e que a Prefeitura preferiu fechar sob a alegação de que mandaram fechar. A conselheira Dora Lima relatou atrasos em procedimentos, declarando que teve câncer, está esperando especialista há seis meses e que os laboratórios também sofrem com a demora porque a Prefeitura não os pagou. Já Raquel Puti solicitou melhorias para a zona sul, apontando que a AMA Jardim Pirajussara é precária em infraestrutura e falta trabalhador, o que motivou a entrega de mais de cinco mil assinaturas cobrando aumento do quadro.

O secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, respondeu aos questionamentos dos cidadãos presentes. O titular da pasta pontuou que a audiência é muito importante para fazer a prestação de contas de tudo o que a Saúde está fazendo no município e o quanto a Prefeitura está investindo para dar um atendimento de qualidade. Zamarco complementou dizendo ser óbvio que ainda falta fazer muita coisa na cidade de São Paulo, mas ressaltou que a equipe tem trabalhado bastante, estabelecendo prioridades e resolvendo os problemas municipais.

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As parlamentares da comissão também integraram os debates da prestação de contas. A vereadora Amanda Paschoal (PSOL) abordou o impasse no Plano Municipal de Saúde para o quadriênio 2026-2029, mencionando que a cidade está com essa pendência e precisa que o Conselho aprove a partir de um plano que seja minimamente respeitoso com o que indicam os conselheiros.

A presidente do colegiado, vereadora Ely Teruel (MDB), reforçou o papel fiscalizador do Legislativo, salientando que, ao chegar nas audiências, os vereadores sabem o que estão ouvindo e cobrando, e possuem o dever de esclarecer para a população o que está acontecendo em São Paulo.