A Prefeitura de São Paulo e o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-Habitat) iniciaram as diretrizes operacionais para a segunda fase do programa Viva o Verde SP. Representantes de parques municipais de todas as regiões da capital reuniram-se na Secretaria do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) para alinhar a criação de novos planos de gestão participativa. O projeto entra em um período de transição focado na transformação prática e na implementação das recomendações coletadas na etapa anterior.
Após diagnosticar mais de 100 parques e estruturar os planos de manejo de oito deles entre 2022 e 2025, a nova fase do programa prevê a entrega de planos participativos de gestão para 10 ecossistemas urbanos selecionados. A lista contempla espaços distribuídos estrategicamente pelas franjas periféricas da cidade, como o Parque Anhanguera na Zona Norte, os Parques Lineares Água Vermelha e Sapopemba na Zona Leste, e as Nascentes do Ribeirão Colônia na Zona Sul.
Uma das prioridades estabelecidas pelos técnicos governamentais e conselhos gestores é a manutenção do protagonismo de mulheres e meninas no desenho e na validação das propostas de uso do solo urbano. Além do desenvolvimento de um guia metodológico padronizado, o projeto prevê a entrega de obras de requalificação física em seis parques e a criação de ferramentas digitais de monitoramento de dados ambientais, otimizando o processo de fiscalização e conservação das áreas públicas.
A articulação internacional de São Paulo com a ONU-Habitat visa mitigar as disparidades históricas na distribuição geográfica de infraestrutura verde e azul nos distritos paulistanos.