As práticas carnavalescas da capital paulista receberam o reconhecimento oficial de Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade de São Paulo. A chancela foi aprovada na última segunda-feira (18) pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp), garantindo novos mecanismos legais para a salvaguarda, valorização e transmissão dessa tradição popular para as próximas gerações.
A decisão referenda o papel do Carnaval paulistano como uma das principais forças de coesão social, expressão artística e identidade histórica da metrópole. O processo engloba não apenas os desfiles oficiais, mas o conjunto de tradições, blocos de rua, saberes técnicos ("modos de fazer"), expressões cênico-musicais e as formas organizacionais comunitárias desenvolvidas ao longo de décadas por agremiações, artistas e operários da folia.
A tramitação teve início a partir de um pedido formalizado pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo e direcionado ao Departamento do Patrimônio Histórico (DPH). O órgão técnico municipal emitiu parecer favorável após cruzar dados com estudos preexistentes do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado (Condephaat).
Com a publicação do registro institucional, a Prefeitura dará início à formulação do Plano de Salvaguarda. O documento será elaborado em conjunto com as ligas, blocos, pesquisadores e os próprios detentores das tradições, estabelecendo metas para o financiamento, preservação da memória e sustentabilidade econômica da cadeia cultural do Carnaval em todas as regiões da cidade.