Com 1,7 mil médicos de família, rede municipal de SP celebra a data fortalecendo o vínculo comunitário
Estratégia prevê mais 100 equipes até 2028; atuação reflete na escolha da Saúde como o melhor serviço público da capital.
Imagem: Divulgação / SMS - Prefeitura de SP
No Dia do Médico da Família e da Comunidade, celebrado nesta terça-feira (19), a Prefeitura de São Paulo destaca o impacto da Estratégia Saúde da Família (ESF) no fortalecimento da Atenção Básica. Atualmente, a rede municipal conta com 1.733 médicos da família distribuídos pelas Coordenadorias Regionais de Saúde. O plano de expansão da Secretaria Municipal da Saúde (SMS) prevê a implantação de mais 100 novas equipes até 2028, ampliando o acompanhamento contínuo nas comunidades. Segundo o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a dedicação dessas equipes reflete diretamente no reconhecimento do serviço, eleito pela população como o melhor serviço público da capital pelo sexto ano consecutivo, segundo o Datafolha.
Diferente do atendimento ambulatorial tradicional, a ESF estrutura seu modelo assistencial a partir de visitas domiciliares, escuta ativa e análise das vulnerabilidades sociais e ambientais de cada território. Conforme a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB), cada equipe é multiprofissional — composta por médico, enfermeiro, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde — e responde pelo cuidado de até 4,5 mil pessoas. Essa abordagem coletiva coloca o paciente no centro do processo, focando na prevenção para evitar o agravamento de doenças e a sobrecarga dos hospitais.
Histórias como a da médica Sabrina Teixeira Moretti, da UBS Jardim Souza (Zona Sul), e do médico Bruno Costa Gonçalves, da AMA/UBS Jardim Brasil (Zona Norte), ilustram o valor do vínculo longitudinal. Primeira da família a cursar o ensino superior e usuária histórica do SUS, Sabrina atua há oito anos na rede e defende que o médico de família é um especialista em pessoas. Da mesma forma, Bruno, que atua há quatro anos na estratégia, enfatiza que acompanhar o paciente desde o pré-natal até a velhice gera uma relação de confiança crucial para a adesão aos tratamentos e para a eficácia dos resultados de saúde.