Cobrança por transparência marca debate sobre piscinão no Parque Linear do Rio Verde

Reunião em Itaquera abordou impactos ambientais da obra de drenagem e cobrou manutenção de estruturas físicas do parque.

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Cobrança por transparência marca debate sobre piscinão no Parque Linear do Rio Verde
Imagem: Divulgação

Em abril deste ano, o Conselho Gestor do Parque Linear do Rio Verde, em Itaquera, realizou sua reunião ordinária marcada por debates intensos sobre duas pautas centrais: a construção do piscinão de Itaquera e as precárias condições estruturais do parque. Enquanto o conselho aponta falta de diálogo e descaso, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) afirma que o projeto segue critérios técnicos e que melhorias já estão em curso.

As preocupações do Conselho

O projeto do piscinão, previsto para ser implantado dentro da área do parque e em ruas do entorno, gerou preocupação entre os conselheiros, especialmente pela previsão de desmatamento de centenas de árvores e pela ausência de diálogo prévio com a população local. Durante a reunião, também foram discutidas as condições do parque, que enfrenta problemas como infiltrações em estruturas cobertas e falta de manutenção.

Um dos pontos mais críticos levantados foi a condução do processo pela SVMA. Segundo os conselheiros, houve uma sinalização anterior de que o apoio à obra estaria condicionado a melhorias no parque, promessa que teria sido desmentida pela Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (SIURB), sob a justificativa de processos licitatórios independentes.

O secretário adjunto do Conselho e coordenador adjunto do CADES-IQ, Caio Vilela, avalia que o Termo de Compromisso Ambiental (TCA) paralisado evidencia falhas no planejamento, sendo que o Processo SEI está em aberto, pedindo a revitalização do teto da sala de vidro desde 2014. Além disso, a ausência de representantes da SVMA na reunião foi interpretada como um sinal de descaso que gostaria mais transparência nessa obra,na questão de como a população será afetada, sobre o termo de compensação ambiental e o estudo do impacto na vizinhança.

O posicionamento da SVMA

Procurada pelo Jornal Itaquera em Notícias, a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) informou que as intervenções relacionadas à implantação das Obras de Contenção de Cheias na Bacia do Córrego Rio Verde seguem em fase de tratativas técnicas e estudos conjuntos com a SIURB.
Diferente do que foi sinalizado pelos conselheiros, a pasta assegurou que a autorização da obra está, sim, condicionada ao cumprimento de contrapartidas que garantam a devolução integral do espaço à população em condições adequadas de uso, incluindo a devida requalificação das estruturas afetadas.

Quanto à falta de transparência alegada, a secretaria reiterou que todas as intervenções são acompanhadas pelo Conselho Gestor, afirmando que o órgão foi formalmente informado sobre a obra na reunião ordinária de 09 de março. No entanto, o conselheiro Caio Vilela, rebate que, apesar de ter sido cientificado, a secretaria não repassou informações detalhadas, como os impactos e benefícios dessa intervenção à população, além de documentos como Termo de Compensação Ambiental (TCA) e o Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV).

Manutenção e próximos passos

Sobre as críticas às condições físicas do local, a SVMA também ressaltou ao jornal, que mantém a zeladoria regular do parque e que já abriu ordens de serviço específicas para a manutenção das edificações e demais melhorias necessárias para a conservação do espaço.

O Conselho Gestor, formado por professores e lideranças comunitárias, reforça que não se posiciona contra a obra em si, mas exige transparência e questiona a eficácia do piscinão frente a soluções baseadas na natureza. Para mais detalhes, os interessados podem consultar as atas das reuniões, onde estão registrados todos os debates e encaminhamentos.


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