O Centro TEA Marina Magro Beringhs Martinez, da Prefeitura de São Paulo, celebrou seu primeiro ano de funcionamento com números que consolidam o serviço como referência em assistência multidisciplinar. Localizado em Santana, na Zona Norte, o espaço rompe com o modelo hospitalar tradicional ao oferecer um ambiente que integra terapias clínicas a atividades esportivas, culturais e pedagógicas. Com um investimento de R$ 119,4 milhões, a unidade já realizou mais de 300 mil atendimentos desde sua inauguração.
Atualmente, o centro acompanha cerca de 1.400 pessoas com diagnóstico confirmado de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), além de oferecer suporte a mais de 1.300 famílias. O público infantil é a prioridade da unidade, representando a maioria dos usuários ativos.
| Categoria | Percentual de Atendimento |
| Crianças (6 a 13 anos) | 60,37% |
| Adultos | 23,79% |
| Adolescentes | 15,84% |
Os planos terapêuticos são individuais e elaborados por uma equipe de 100 colaboradores, incluindo psicólogos, assistentes sociais e educadores. As atividades mais procuradas focam no desenvolvimento de habilidades para a vida diária (AVD), utilizando estruturas como uma casa mobiliada para treinar o autocuidado, além de piscina coberta, quadra de esportes e oficinas de culinária, música e jardinagem.
O diferencial do Centro TEA está nos resultados práticos fora da unidade. Relatos de familiares destacam avanços na alfabetização e na independência social, como o caso de Lourenzo, de 12 anos, que passou a utilizar o transporte público e realizar tarefas domésticas sozinho. Para os responsáveis, o espaço também funciona como um ponto de acolhimento e troca de experiências, combatendo o isolamento comum a muitas famílias atípicas.
"O Centro TEA veio para dar luz e esperança para muita gente que vivia no escuro. As famílias agora são ouvidas e nos tornamos uma grande família", afirma José Maximiano, avô de um dos jovens atendidos.
A unidade leva o nome da procuradora municipal Marina Magro, entusiasta do projeto e mãe atípica, falecida em 2024. A iniciativa faz parte de um plano de expansão da rede municipal de São Paulo, que prevê a entrega de mais três unidades similares até 2028, visando descentralizar o atendimento especializado e alcançar todas as regiões da capital.