CPI do Pantanal ouve representantes do Cemaden sobre enchentes na Zona Leste

Órgão federal detalha sistema de monitoramento e emissão de alertas em área de vulnerabilidade no Jardim Pantanal.

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Imagem: Lucas Bassi | REDE CÂMARA SP

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) Pantanal, da Câmara Municipal de São Paulo, ouviu nesta quinta-feira (26) representantes do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A oitiva teve como objetivo compreender as causas técnicas das enchentes que atingem o bairro Jardim Pantanal e avaliar a eficácia dos sistemas de alerta precoce. O órgão federal monitora a região desde 2011, acompanhando em tempo real as condições meteorológicas e o nível do rio Tietê.

Durante o depoimento, a diretora do Cemaden, Regina Alvalá, explicou que o órgão emite alertas para mais de mil municípios brasileiros suscetíveis a desastres naturais. No caso do Jardim Pantanal, a vulnerabilidade é agravada por se tratar de uma área de várzea, onde a ocupação urbana e a saturação da bacia hidrográfica dificultam o escoamento das águas. Segundo o órgão, o sistema de drenagem local não tem suportado o volume de precipitações registradas em eventos climáticos extremos.

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A comissão questionou o fluxo de comunicação entre o órgão federal e a gestão municipal. O Cemaden informou que, embora os alertas sejam enviados imediatamente às Defesas Civis, nem sempre há um retorno do município sobre as medidas adotadas após os avisos. O presidente da CPI, vereador Alessandro Guedes, destacou a necessidade de aprimorar essa troca de informações e indicou a possibilidade de convocar representantes da Defesa Civil para prestar esclarecimentos em próximas reuniões.

Além dos aspectos técnicos, foram apresentadas iniciativas educativas como o programa "Aprender para Prevenir", que busca mobilizar escolas e comunidades em territórios vulneráveis para a redução de riscos. A vice-presidente da CPI, vereadora Marina Bragante, ressaltou a importância de avaliar se o município reage adequadamente aos dados científicos fornecidos, visando garantir a proteção efetiva das populações que residem em áreas críticas da periferia.

Ao final da reunião, os parlamentares aprovaram requerimentos solicitando informações à Fundação Florestal sobre intervenções no rio Tietê e convidando a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente para prestar depoimento. O colegiado pretende investigar o uso de soluções baseadas na natureza para a prevenção de enchentes na região. A CPI segue analisando os dados meteorológicos e os históricos de alagamentos para elaborar propostas de infraestrutura e zeladoria.