Programa da Prefeitura acompanha família com mãe centenária e filhos idosos na Zona Sul

Iniciativa oferece cuidado domiciliar multidisciplinar para garantir autonomia e saúde a idosos de 100, 83 e 79 anos.

Por Redação-Itaquera em Notícias
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Imagem: Acervo / SMS - Prefeitura de SP

A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), realiza o acompanhamento conjunto de uma família composta por uma mulher de 100 anos e seus dois filhos idosos, de 83 e 79 anos, na Zona Sul da capital. O atendimento é feito pelo Programa Acompanhante de Idosos (PAI), que oferece cuidado domiciliar a pessoas acima de 60 anos em situação de vulnerabilidade e fragilidade clínica. A iniciativa visa preservar a autonomia dos assistidos e evitar a institucionalização por meio de suporte multidisciplinar.

A família, residente na região da Vila Constância, passou a integrar o programa integralmente em 2024, após o encaminhamento inicial de um dos filhos pela Unidade Básica de Saúde (UBS) local. O acompanhamento inclui visitas periódicas de acompanhantes de idosos, auxiliares de enfermagem, assistentes sociais e médicos. As atividades desenvolvidas englobam estímulos físicos e cognitivos, organização de rotinas e orientações sobre saúde e independência, adaptadas às necessidades individuais de cada membro do núcleo familiar.

Os indicadores da Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa (Ampi-AB) apontam que os assistidos mantêm estabilidade cognitiva e de humor, além de melhorias na classificação de fragilidade clínica. O programa também atua na discussão de melhorias na acessibilidade arquitetônica do domicílio e no processo de reabilitação física. A estratégia busca fortalecer os vínculos familiares e garantir que o envelhecimento ocorra de forma ativa no próprio território de residência.

Coordenado pela Área Técnica de Saúde da Pessoa Idosa, o PAI possui equipes distribuídas por todas as regiões do município. O serviço atua na mediação entre a rede pública de saúde e as necessidades cotidianas dos idosos, focando na manutenção da qualidade de vida e na prevenção do isolamento social. A assistência domiciliar contínua é utilizada como ferramenta para monitorar doenças crônicas e promover adaptações às adversidades decorrentes da longevidade.