Hospital Santa Marcelina reforça importância da doação de medula óssea no Dia Mundial do Doador

Referência na Zona Leste desde 1998, unidade realizou 66 transplantes em 2026; ampliação do cadastro no REDOME é essencial para atender fila de espera.

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Imagem: Magnific

Encontrar um doador compatível continua sendo um dos principais desafios para pacientes que precisam de transplante de medula óssea. O tema ganha destaque neste sábado (19), Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, data que reforça a importância do cadastro de voluntários e da diversidade genética entre os doadores.

Na Zona Leste de São Paulo, o Hospital Santa Marcelina realiza transplantes de células-tronco hematopoéticas desde 1998. O serviço atende adultos e crianças e utiliza células do próprio paciente ou de doadores familiares, não familiares e parcialmente compatíveis, conforme as características de cada caso. Em 2026, até o momento, foram realizados 66 transplantes, sendo 23 em menores de 18 anos e 43 em adultos.

A busca por compatibilidade considera as características genéticas do sistema HLA. Entre irmãos dos mesmos pais, a possibilidade de compatibilidade é de aproximadamente 25%. Quando não existe um doador familiar, a procura é feita no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) e, quando necessário, em registros internacionais. Atualmente, o REDOME reúne cerca de 6 milhões de voluntários, mas os dados apresentados pelo serviço indicam que um doador é encontrado para aproximadamente 60% dos pacientes.

Para se tornar voluntário, é necessário realizar o cadastro no REDOME e fornecer uma pequena amostra de sangue para identificação das características do sistema HLA. O registro não significa que a pessoa será chamada imediatamente: o contato ocorre caso seja identificada uma possível compatibilidade. Quando a doação é necessária, as células podem ser coletadas pelo sangue periférico, após o uso de fator de crescimento, ou diretamente da medula óssea, por meio de punções nos ossos da bacia sob anestesia.

Segundo a supervisora do Serviço de Transplante de Medula Óssea do Hospital Santa Marcelina, Dra. Vivian Zanão, o procedimento é considerado seguro quando o doador passa por avaliação clínica e laboratorial adequada. Ela também destaca que o tratamento envolve acompanhamento antes, durante e depois do transplante, com participação de equipe multiprofissional. Para a especialista, ampliar o número e a diversidade dos voluntários é fundamental para aumentar as possibilidades de encontrar doadores compatíveis.