São Paulo sedia, até o próximo domingo (8), o Campeonato Mundial de Skate Street e Park no Parque Cândido Portinari. O evento reúne 365 atletas de 49 países e soma pontos para o ranking classificatório dos Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. A capital paulista foi escolhida como sede devido à sua infraestrutura pública, que conta atualmente com 170 pistas mantidas pela Prefeitura, sendo 28 instaladas em CEUs e 19 em parques municipais distribuídos por todas as regiões.
Atletas como Fernanda Galdino, de 15 anos, e Pedro Quintas, de 23 anos, representam a geração formada nesses equipamentos gratuitos. Fernanda iniciou seus treinamentos no Centro de Esportes Radicais, no Bom Retiro, enquanto Quintas, finalista olímpico em Tóquio, utilizou espaços como a Chácara do Jockey e o CEU Tietê. Recentemente, a zona norte recebeu o Quintas Skate Park, uma pista de tamanho oficial desenhada pelo próprio skatista dentro do Centro Esportivo Thomaz Mazzoni.
A gestão municipal investiu em reformas estruturais, como a revitalização de R$ 970 mil no Parque Zilda Natel, na zona oeste. Na zona leste, oito parques oferecem pistas abertas à população, reforçando a política de descentralização do esporte. Segundo a World Skate, a disponibilidade de espaços públicos de alta qualidade consolidou a cidade como um polo internacional da modalidade, atraindo competições que originalmente seriam realizadas no exterior.
O impacto econômico do Mundial para a cidade é estimado em R$ 100 milhões, com transmissão para mais de 100 países. Além do retorno financeiro e turístico, a manutenção das 170 pistas visa a democratização do acesso à prática esportiva e a formação de novos talentos. A estrutura atual permite que praticantes de diferentes classes sociais tenham condições técnicas de evolução para competições de alto nível.