A cidade de São Paulo reafirma sua posição como a "meca do skate" ao sediar, até o dia 8 de março, o Campeonato Mundial das modalidades Street e Park. O evento, realizado no Parque Cândido Portinari, na Zona Oeste, é histórico por reunir as duas disciplinas olímpicas simultaneamente pela primeira vez. Com o patrocínio da Prefeitura, a competição atrai 365 atletas de 49 países e serve como etapa classificatória para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, além de abrigar a inédita Copa do Mundo de Paraskate.
Durante a apresentação do evento nesta segunda-feira (2), o prefeito Ricardo Nunes destacou que sediar o Mundial projeta a capital no circuito global e fortalece a economia local, com um retorno de imagem estimado em R$ 100 milhões. "São Paulo valoriza cada atividade esportiva e investe para que as pessoas, em todas as regiões da cidade, tenham acesso à prática", afirmou o prefeito. Nunes ressaltou ainda que a estrutura reflete uma política descentralizada, lembrando que a capital conta com 170 pistas públicas, sendo 28 delas situadas em CEUs.
O prestígio da capital paulista no cenário internacional foi enaltecido por Sabatino Aracu, presidente da World Skate, que comparou o potencial da cidade ao templo do tênis mundial: “Que, no futuro, São Paulo seja para o skate o que Wimbledon é para o tênis”. Complementando essa visão, Diogo Castelão, CEO da STU, celebrou o marco histórico: “Queremos que São Paulo seja reconhecida mundialmente como a meca que já é no skate”. Originalmente previsto para os Estados Unidos, o torneio foi transferido para o Brasil após o cancelamento no país norte-americano.
Grandes nomes da modalidade também reforçaram a importância do investimento público. O medalhista olímpico Pedro Barros afirmou que “uma pista de skate transforma uma comunidade”, enquanto Letícia Bufoni, referência mundial e chefe da Comissão Técnica Internacional, celebrou a evolução do apoio ao esporte no país. “Ver que os atletas podem viver no próprio país e ser profissionais mostra o quanto o skate cresceu”, declarou Bufoni, lembrando que precisou deixar o Brasil aos 14 anos por falta de estrutura na época.
A inclusão é outro pilar central do campeonato. O paratleta paulistano Vinícius Sardi destacou o papel social da Copa do Mundo de Paraskate: “O Paraskate está aqui para mudar a visão sobre a pessoa com deficiência. O skate me deu coragem, amigos e um sonho”. O evento conta com a presença de estrelas como Rayssa Leal e Augusto Akio, unindo a elite técnica à promoção da acessibilidade no esporte.
O público pode acompanhar as eliminatórias e quartas de final gratuitamente até o dia 6 de março, mediante reserva de ingressos na plataforma Zig Tickets. Para as semifinais e finais, que ocorrem nos dias 7 e 8, os ingressos são pagos. A competição divide-se entre o Street, que simula obstáculos urbanos como escadas e corrimãos, e o Park, disputado em pistas côncavas (tigelas) que permitem manobras aéreas de alta velocidade.