O Carnaval de São Paulo em 2026 registrou números recordes, consolidando-se como a maior edição da história da cidade. Segundo dados do Observatório do Turismo, o evento reuniu 17,3 milhões de foliões, somando os blocos de rua e o Sambódromo do Anhembi. O impacto econômico foi estimado em R$ 4 bilhões, com a geração de 55 mil empregos diretos e indiretos. A pesquisa de satisfação apontou que 98,5% do público aprovou a infraestrutura e a integração dos serviços municipais.
Na área da segurança, a operação contou com 6.464 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) e o suporte tecnológico de 40 mil câmeras do sistema Smart Sampa. Ao todo, 17 pessoas foram presas, sendo oito identificadas por reconhecimento facial, incluindo condenados por homicídio e estupro. No setor de saúde, foram realizados 3.336 atendimentos em 80 postos médicos espalhados pela capital, com uma taxa de transferência hospitalar de apenas 1,86%, considerada baixa para a dimensão do evento.
A gestão de resíduos apresentou avanços em sustentabilidade, com a coleta de 143,81 toneladas de materiais recicláveis. Uma ação inédita com 200 catadores no circuito Ibirapuera recolheu mais de 31 toneladas, enquanto no Sambódromo o volume triado dobrou em relação a 2024, chegando a 77 toneladas. A limpeza urbana removeu 737 toneladas de resíduos das vias, com um tempo médio de liberação das ruas de aproximadamente uma hora após a passagem dos blocos.
No transporte, o programa "Domingão Tarifa Zero" beneficiou 8,1 milhões de passageiros durante o período carnavalesco. O esquema especial de mobilidade incluiu linhas exclusivas entre o Metrô e o Anhembi, além de vans do sistema Atende+ para pessoas com mobilidade reduzida. De acordo com a prefeitura, a atuação integrada permitiu que a festa ocorresse sem registros de incidentes graves, reforçando o potencial turístico e econômico do Carnaval paulistano.