A Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) de São Paulo adota Soluções Baseadas na Natureza (SBNs) para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. As iniciativas incluem o uso de madeira engenheirada, tetos verdes, hidrossemeadura e passarelas suspensas. O Parque Morumbi Sul e o Parque do Carmo já utilizam a madeira engenheirada, material sustentável que reduz o impacto de carbono e a demanda energética em construções.
O Parque Fazenda da Juta, inaugurado em janeiro de 2026, foi projetado sob o conceito de "parque esponja", visando absorver e infiltrar a água da chuva para reduzir alagamentos. A unidade utiliza passarelas suspensas para manter a permeabilidade do solo e preservar a mata ombrófila densa. O projeto segue o Código Florestal Federal, garantindo a preservação de nascentes e corpos d’água locais.
A técnica de hidrossemeadura é empregada para estabilizar o solo e prevenir processos erosivos e deslizamentos. De acordo com a SVMA, o planejamento urbano focado em "parques esponja" busca fortalecer a resiliência da cidade ao permitir que o solo cumpra sua função natural de filtragem. A abordagem prioriza infraestruturas verdes que convivem com a dinâmica hídrica em vez de combatê-la.
Além do manejo de águas pluviais, as SBNs contribuem para a redução de ilhas de calor e captura de CO₂. Elementos naturais como gramados e copas de árvores amortecem o impacto das chuvas e aumentam a porosidade do solo. A estratégia da Prefeitura de São Paulo integra essas soluções de forma estruturada para ampliar a proteção ambiental e a regulação climática no município.